Aluno com autismo na escola – história de persistência!
No último fim de semana, Fernanda – uma moça com 21 anos diagnosticada com espectro do autismo aos 11 – fez as provas do Enem. Fernanda compareceu ao campus da Uninove em São Paulo para prestar os exames e com eles obter um certificado de conclusão do ensino médio, possibilidade que lhe fora concedida após intermediação junto ao Ministério da Educação (MEC). O MEC concedeu à Fernanda uma autorização para que sua nota no Enem sirva como certificado de conclusão do ensino médio. Assim como muitos outros jovens, Fernanda quer também lutar pelo seu sonho de aprimorar sua capacitação. Após a obtenção do certificado de conclusão do ensino médio, o curso que Fernanda tem em vista é o de web designer.
Reportagens publicadas em diferentes sites, como os do Jornal O Globo e do Uol, contam a história da jovem e destacam que, para ela e para a sua família, o fato de estar fazendo a prova é, por si só, uma vitória. Fernanda estava confiante em relação aos exames e sentia-se vitoriosa. Sua mãe, Regiane, estava muito emocionada. Regiane contou à um dos veículos de comunicação que elas enfrentaram diversos desafios na educação de Fernanda e que, devido às dificuldades no processo de adaptação nas escolas públicas, ela teve parte de sua escolarização feita em escolas especializadas particulares (onde ela estudou com bolsas) e em outras entidades que atendem pessoas com autismo. Regiane afirmou que se empenhou muito em busca de tratamentos e de educação especializada para a filha, tendo auxiliado Fernanda também em casa durante o período escolar, em disciplinas como história e geografia. A arte terapia e a própria habilidade de Fernanda para desenhar, que foi desenvolvida de forma autodidata, foram aproveitadas ao longo de sua trajetória para impulsionar o seu aprendizado e para facilitar a comunicação já que, segundo Regiane, Fernanda passou por períodos em que empregava pouco a linguagem verbal.
Fernanda, que aos quatros anos de idade já fazia ilustrações no programa Paint, levou alguns de seus desenhos ao campus no dia das provas do Enem e disse querer estudar para poder dar vida às suas criações. Para isso, Fernanda quer aprender animação gráfica e dublagem e também aprender a fazer desenhos em 2D e 3D, frutificando a inspiração que ela colhe em desenhos, em filmes e na realidade ao seu redor.
Durante os dias das provas do Enem, Fernanda afirma que tudo transcorreu bem. Ela contou com a ajuda de dois assistentes da equipe do Enem – um ledor e um transcritor – que possibilitaram a adaptação das provas, trazendo acessibilidade ao processo de avaliação. Fernanda quer que sua experiência sirva de exemplo para outras pessoas com autismo, mostrando que todos devem sentir-se motivados a participar dos exames. As provas longas demandaram de Fernanda muita dedicação e paciência. O tema da radiação, presente em uma das questões, chamou sua atenção, por ser um assunto de seu interesse. Outro ponto alto dos exames foi uma questão de história ilustrada com quadrinhos da Turma da Mônica.
A trajetória de Fernanda e a notícia sobre a sua participação no Enem nos fazem pensar: como ajudar um aluno com autismo em seu processo educacional? Você conhece alguma história inspiradora ou alguma trajetória de persistência de algum aluno com autismo na escola? Conte para a gente! Compartilhe também conosco e com outros pais e profissionais que acessam o nosso blog experiências que deram certo com as pessoas com autismo com as quais você se relaciona, em relação ao processo educacional.
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Estarmos gratos e valorizarmos os pequenos desafios superados pelas crianças, adolescentes e adultos é outro exercício que pode ser incrivelmente benéfico ao tratamento. Nós acreditamos que o amor e a apreciação por uma criança, adolescente ou adulto são componentes essenciais para sua educação e desenvolvimento. Notamos que a ciência está começando a compreender a importância destas profundas emoções no desenvolvimento humano, especialmente no desenvolvimento de pessoas com autismo. Para saber como sentir uma maior apreciação e construir um vínculo com sua criança,
Sermos animados, expressivos e divertidos facilita a construção de uma interação com a pessoa com autismo. Além disso, estarmos atentos aos interesses e motivações da pessoa com autismo e elaborarmos atividades personalizadas que abranjam estes interesses e motivações são outros fatores que podem ajudar no engajamento social das crianças, adolescentes e adultos – estas foram as recomendações dadas pelas psicólogas Jaqueline e Fernanda, de Cuiabá, aos telespectadores da reportagem televisiva feita em Mato Grosso. Estas duas profissionais – junto a outras cinco talentosas consultoras – fazem parte da Equipe de Consultores em Treinamento da Inspirados pelo Autismo. Aguarde por nossas novidades!






















Leia a seguir mais uma fantástica sugestão de atividade lúdica para crianças com autismo que poderá ajudar a sua criança, adolescente ou adulto com autismo a desenvolver os seus talentos e habilidades.
O adulto começa ele mesmo jogando os dados, um de cada vez. O adulto comemora o personagem sorteado e faz suspense quanto ao que será encenado pelo personagem.
Para ajudar a criança a manter-se motivada durante a interação e prolongar o tempo de duração da atividade, podemos inserir em alguns ciclos pequenas variações na ação motivadora, por exemplo, você poderá introduzir um terceiro dado, para determinar a forma como a apresentação deverá ser encenada pelo personagem: por exemplo, lenta, rápida, engraçada, triste, silenciosa, barulhenta (você não precisa solicitar à criança que jogue esse terceiro dado, mas se aproveitar dele para tornar a apresentação mais engraçada e curiosa). Se vocês estiverem em uma sessão a três, duas pessoas podem encenar ao mesmo tempo dois personagens, que podem estar atuando juntos de forma interativa no palco.
Quanto à meta de utilização do vaso sanitário, recomendamos que, se for uma criança, o facilitador encoraje a criança com autismo a utilizar o vaso sanitário através de