informações sobre autismo

Como fortalecer um vínculo com sua criança com autismo

Ao fortalecer o vínculo com sua criança com autismo você poderá ajudá-la ainda mais a desenvolver as suas habilidades de comunicação e interação social.

Veja abaixo três passos simples para você sentir maior apreciação em suas interações e construir ou fortalecer um vínculo com sua criança com autismo:

Primeiro passo

Observe a atividade favorita de sua criança (uma atividade que não apresente comportamentos indesejados como choro, gritos, agressões, destruição de materiais ou qualquer atividade que ponha em risco a integridade física da pessoa, de outros ou dos materiais). Ela gosta de alinhar objetos, pular na cama, rodar em círculos, fazer sons com sua boca ou com objetos, desenhar, construir uma torre, falar sobre dinossauros ou sobre algum personagem? Observe a atividade e faça com ela. Corra com ela, pule, deite-se no chão e alinhe os carros com ela. Se ela estiver utilizando objetos na atividade e não quiser compartilhá-los com você, encontre objetos similares para utilizá-los da mesma forma que ela. Faça o que ela estiver fazendo mesmo que a atividade pareça uma tolice sem propósito. Se ela quiser a sua ajuda, a ajude! A princípio, não tente guiar ou direcionar, apenas siga a criança.

Segundo passo

Enquanto você acompanha a criança na atividade dela, procure envolver-se genuinamente com a atividade. Desapegue-se de quaisquer outros pensamentos para que você possa estar “presente” na atividade. Não pense no que as outras pessoas iriam pensar se elas vissem você correndo e balançando as suas mãos. Permita-se brincar como a sua criança! Se você não consegue ou não se sente à vontade para fazer exatamente o que ela faz, faça o que você conseguir ou se sentir à vontade para fazer. Por exemplo, se você está com a perna machucada e a criança está pulando na cama elástica, você pode acompanhá-la do lado de fora da cama elástica balançando seu corpo e braços no mesmo ritmo que ela. O importante é estar confortável na atividade.

Terceiro passo

Uma vez envolvido na atividade, comece a procurar uma forma de apreciar esta experiência e a criança que você está acompanhando. Você pode notar o entusiasmo de sua criança e sentir-se grato por ela ter encontrado uma atividade que ela claramente gosta. Você pode prestar atenção aos estímulos sensoriais interessantes ou prazerosos que a atividade traz para você – o que você sente no seu corpo ao fazer a atividade, como você vê as coisas durante a atividade, ou algum som que você ouve. Você pode sentir-se grato pela companhia da criança. Encontre algo em relação a esta atividade que você consegue genuinamente apreciar. Daí foque neste sentimento de apreciação enquanto você continua a seguir sua criança. Esteja consciente de como você se sente neste estado de apreciação e gratidão enquanto você acompanha sua criança na atividade escolhida por ela.

Que tal experimentar os três passos acima com a sua criança e depois contar para a gente como você se sentiu? Acha que essas dicas podem ser úteis para os seus familiares e amigos? Então, ajude-nos a compartilhá-las pelas redes sociais clicando nos ícones abaixo.

Quer aprender mais sobre a abordagem relacional, lúdica e motivacional da Inspirados pelo Autismo para ajudar a sua criança com autismo? Participe de nossos cursos e aprenda mais estratégias práticas para aplicar no dia a dia com sua criança com autismo.

Garotinha com autismo é nova personagem de app da Vila Sésamo

Garotinha com autismo é nova personagem de app criado pela Vila Sésamo

O programa infantil Vila Sésamo e seus divertidos personagens Garotinha com autismo é nova personagem de app da Vila Sésamoganharam uma incrível novidade: Julia, uma garotinha com autismo que agora faz parte do grupo de “muppets” que compõe o universo da Vila Sésamo.

A personagem Julia surgiu a partir da campanha Sesame Street and Autism: See Amazing in All Children, que tem como objetivo promover o conhecimento e a conscientização sobre o autismo entre crianças, adolescentes e adultos. O foco da campanha é ajudar famílias de crianças com dois a cinco anos por meio de recursos digitais.

Entre as iniciativas da campanha está o lançamento de um app com download gratuito (na Língua Inglesa) com vídeos contendo vivências das famílias, cartões de rotina diária criados para facilitar as tarefas do dia a dia, e um livro com histórias que pode ser utilizado por pais, profissionais, cuidadores e instituições educacionais que apoiam pessoas com autismo.

As aventuras envolvendo Julia e os demais personagens da Vila Sésamo retratam de forma lúdica e carinhosa as características da personagem e oferecem dicas sobre como interagir e se relacionar com as crianças com autismo. O livro com histórias,  por exemplo, explica aos amiguinhos de Julia que vão chegando como às vezes ela pode se expressar e brincar de uma forma singular.

O aplicativo e os vídeos on-line explicam como o autismo se manifesta a partir da perspectiva de uma criança com autismo, e “Isto é o que faz o nosso projeto tão único” disse a Dra. Betancourt, vice-presidente da US Social Impact, à revista americana People. Ela ainda ressalta que, desenvolvendo os conteúdos a partir do ponto de vista de uma criança, fica mais fácil ensinar aos seus pares como entender comportamentos como balançar as mãos ou fazer ruídos para expressar emoção, empolgação ou infelicidade. Isso torna as crianças mais confortáveis e cria um ambiente mais inclusivo.

A campanha deseja ressaltar, contudo, muito mais as similaridades entre as crianças como um todo do que diferenças entre elas, promovendo o respeito, a tolerância e a união. Para a Dra. Betancourt, “Nosso objetivo é levar adiante o que todas as crianças têm em comum, e não suas diferenças.” Para isso, as histórias envolvendo a personagem Julia buscam destacar também os pontos em comum entre as crianças, em vez de se concentrar apenas nas diferenças.

Assista ao vídeo musical (em inglês) de abertura da campanha, chamado The Amazing Song, que mostra como cada criança é única e especial em sua própria maneira:

Para conhecer mais sobre o projeto, você poderá assistir a outros vídeos, acessar o livro com histórias ou ver os cartões de rotina diária (todos em inglês).

Leia mais sobre aplicativos voltados ao bem-estar e ao desenvolvimento de crianças com autismo em nosso blog! Temos um post sobre aplicativos para telefones celulares voltados para os sistemas Android e Apple.

Você poderá compreender melhor a sua criança com autismo e saber como ajudá-la em sua rotina diária capacitando-se em nossos cursos.  Vem aí os novos cursos da Inspirados pelo Autismo para 2016, aguardem!

Quer contar sobre a nova personagem Julia do Vila Sésamo aos seus amigos? Então, nos ajude a divulgar esse post compartilhando-o em suas redes sociais.

Como escolher uma escola para a sua criança com autismo?

Listamos abaixo 5 questionamentos que podem ajudar no momento de escolher uma instituição de ensino regular para a sua criança ou adolescente com autismo:

Ponto 1: como a escola se posiciona em relação a receber a criança ou adolescente com autismo?

Embora seja garantida pela legislação, a inclusão de pessoas com autismo no ensino regular vem se desenvolvendo aos poucos no Brasil. Ou seja, embora a Lei 12.764 tenha reforçado os direitos das pessoas com autismo ao ensino regular na Educação Básica e no Ensino Profissionalizante, muitas escolas ainda estão se capacitando e aprendendo sobre o autismo. Não é raro encontrarmos professores que estão recebendo, pela primeira vez, um aluno com o diagnóstico, sendo que, muitas vezes, o processo de inclusão ocorre num esforço conjunto entre professores, pais e os próprios alunos. Então, o que fazer diante desse cenário? Primeiramente, você poderá conversar com profissionais e outros pais em sua região. Depois, você poderá fazer um levantamento das escolas existentes e visitar cada instituição para tentar perceber como está se desenvolvendo o processo de inclusão em cada escola.  E o que pode fazer uma escola se destacar frente às demais? O respeito pela criança ou adolescente com autismo, o desejo genuíno em auxiliar no desenvolvimento daquele aluno, a flexibilidade para trabalhar as adaptações que se fizerem necessárias no ambiente escolar e a capacidade de articular um trabalho em conjunto, dentro da própria escola (com a diretoria e coordenação pedagógica, professores, mediadores e profissionais do atendimento especializado) e fora da escola (com pais e com os outros profissionais que auxiliam a criança) são aspectos importantes. A possibilidade de envolver os demais alunos da classe e seus pais no projeto de inclusão também é um ponto a ser considerado (por exemplo, poderão ser realizadas conversas com os coleguinhas e com seus pais sobre formas de colaborar e conviver com o aluno com autismo na sala de aula e nas dependências da escola). Ou seja, você pode não encontrar entre as escolas da sua cidade uma instituição que já esteja totalmente preparada para receber a sua criança ou adolescente com autismo, mas esteja atento ao posicionamento demonstrado pela escola e por sua equipe. Temos recebido muitos profissionais de escolas que estão participando de nossos cursos para saber como lidar com seus primeiros alunos com autismo, o que tem sido fantástico! São professores que estão buscando entender mais sobre o autismo e sobre as características daquele aluno em específico, para elaborar a partir daí um plano de ensino que seja adaptado e eficaz. Temos acompanhado também muitos pais que encontraram escolas receptivas e com uma atitude bastante positiva frente ao aluno, e que estão compartilhando com estas escolas os conhecimentos já adquiridos sobre o autismo: não tem sido incomum partir dos próprios pais a iniciativa de dividir com a escola livros, filmes e materiais que auxiliem a inclusão do aluno e sua permanência na escola no dia a dia. Há pais que chegam a inscrever professores e educadores em cursos para que eles aprofundem seus conhecimentos sobre o autismo, demonstrando um grande esforço e empenho no processo de inclusão dos seus filhos.

Ponto 2: a escola encontrará meios que possibilitem manter um diálogo constante com a família e com os profissionais que auxiliam a criança ou adolescente fora da instituição de ensino?

Se você já tem em mente algumas escolas que parecem adequadas à sua criança ou adolescente com autismo, cabe então averiguar se os profissionais dessa escola estão motivados para uma comunicação constante com vocês pais e com os outros profissionais que acompanham a pessoa com autismo. Qual a importância dessa comunicação? Antes de tudo, a comunicação possibilita a troca de informações que podem ser cruciais para o cotidiano do aluno na escola. Quais são as sensibilidades do aluno? Quais são os interesses e motivações desse aluno? Como auxiliar o aluno diante de uma sobrecarga sensorial? Quais tratamentos o aluno vem fazendo e quais aspectos têm sido trabalhados nesses tratamentos? O espectro do autismo é amplo de maneira tal que uma criança com autismo pode ser bastante diferente da outra. Ou seja, para que aquela criança ou adolescente possa se adaptar à escola, será necessário que a escola atente-se às suas necessidades individuais. O fato de a escola ou de o professor já ter tido uma experiência prévia com outro aluno com autismo não garante o sucesso na inclusão de um novo aluno, pois os sintomas do autismo podem se manifestar de formas diferentes entre as pessoas com o diagnóstico. Além disso, uma mesma pessoa com autismo pode passar por períodos de maior sensibilidade sensorial, pode demonstrar mudanças em seus padrões de comportamento devido a dietas e tratamentos biomédicos e pode ainda ter altos e baixos em seu continuum de aprendizados, devido ao funcionamento de seu corpo e ao seu estilo próprio de aprendizagem. Logo, se houver uma troca constante de informações, maiores as chances de a inclusão do aluno alcançar mais sucesso. Essa troca de informações pode ainda assumir um papel vital ao fortalecer o vínculo de confiança entre a escola e os pais. E como promover esse diálogo? Através de reuniões periódicas na escola e também do contato mais diário por meio de anotações detalhadas e cuidadosas na agenda do aluno, em ambos os sentidos – tanto os pais e profissionais podem comunicar à escola alterações e fatos observados no dia a dia, como a escola também pode explicitar comportamentos e acontecimentos desenrolados em seus turnos. A comunicação pode ajudar todas as pessoas que auxiliam a criança ou adolescente com autismo a se antecipar e estar mais bem preparados para eventuais momentos de crise, como também pode ajudar a alcançar e reforçar a aquisição de habilidades e sua generalização para os distintos ambientes. Ou seja, a comunicação é um aspecto vital e é bastante importante conversar com a escola sobre maneiras de propiciar a troca constante de informações.

Ponto 3: a escola tem a intenção de promover a interação entre o professor regente, o professor auxiliar/mediador e o profissional do atendimento especial da criança ou adolescente com autismo?


Pessoas com autismo podem ter uma forma de aprender diferente. Elas tendem a absorver melhor informações visuais, podem conseguir lidar com mais facilidade com atividades fragmentadas em pequenas etapas e podem ser extremamente talentosas em áreas específicas, como as que envolvem a memorização de fatos e de sequências numéricas. Devido às características de seu sistema sensorial, o aluno com autismo pode precisar de momentos de pausa e de exercícios, massagens e movimentos. É papel do professor auxiliar/mediador intermediar a relação do aluno com autismo com o professor regente e com a classe e, devido à importância que essa intermediação assume, recomendamos que seja averiguado e discutido com a escola como a interação entre professor auxiliar/mediador e o professor regente ocorrerá. Nas escolas que oferecem um atendimento especializado no contra turno, as estratégias de ensino desenvolvidas pelos profissionais do atendimento especial também devem estar alinhadas às necessidades identificadas em sala de aula regular e aos desafios atuais do aluno. Você poderá procurar saber como a coordenação pedagógica da escola planeja estruturar a relação de sua própria equipe, e como será a integração do mediador com os profissionais da escola.

Ponto 4: a escola considera proporcionar adaptações físicas na classe para a criança ou adolescente com autismo?

Como escolher uma escola para criança com autismo
Um projeto de inclusão deve levar em conta tanto o esforço do aluno em se adaptar à escola, bem como da escola em se adaptar ao aluno. No caso das pessoas com autismo, as adaptações podem incluir aspectos físicos do ambiente escolar, assim como aspectos ligados à metodologia de ensino. Quanto aos aspectos físicos do ambiente escolar, conhecer as características do aluno e tentar minimizar os estímulos sensoriais que podem afetar a sua permanência na escola são os primeiros passos para uma inclusão bem sucedida. Antes de tudo, porém, é necessário conversar com a escola e antecipar possíveis mudanças, que podem ser implementadas conforme os sinais que a criança ou adolescente mostrar no período de adaptação à escola. Estas mudanças podem englobar a posição do aluno na sala (mais próximo do quadro e da professora regente, ou num local mais calmo e silencioso da classe, conforme as suas necessidades), o modelo de mesa e carteira (que poderão ficar mais confortáveis com inclinações diferentes ou com acessórios como almofadas), o uso de quadros de rotinas e de outros instrumentos de apoio visual, a criação de um espaço ninho (onde a criança possa se retirar quando precisar equilibrar-se sensorialmente), etc. Os pais poderão compartilhar adaptações que já são feitas em casa e pensar junto da escola em como implementá-las na classe.

Ponto 5: a escola está disposta a oferecer uma plano pedagógico individualizado para a criança ou adolescente com autismo?


A adaptação da escola não se limita aos aspectos físicos. Muitas vezes é preciso encontrar formas diferentes de atrair a atenção e propiciar engajamento nas tarefas em classe. Pode ser necessário também adaptar o método de ensino, personalizando para aquele aluno a exposição aos conteúdos que estão sendo trabalhados pela turma. Os interesses  e as motivações do aluno podem ser habilmente utilizados para impulsionar a sua participação em atividades acadêmicas. Logo, deve-se investigar se escola está disposta a oferecer um plano de ensino personalizado para o aluno com autismo.

Quer saber mais sobre como escolher uma escola para a sua criança com autismo?

Uma série de reportagens publicadas pela Revista Escola sobre a inclusão escolar de pessoas com autismo ressalta que as instituições de ensino passam por um momento de “construção” e que o processo de inclusão está sendo desenvolvido no dia a dia, o que reforça a necessidade de parceria com os pais. Em um vídeo mostrado nesta mesma série de reportagens, o processo de inclusão do aluno Matheus de 14 anos em uma escola pública é comentado por sua mãe, suas professoras e suas colegas de classe. A professora Márcia Martinelli conta no vídeo, por exemplo, como ela usou o interesse de Matheus pelos números e pelas placas de carro e a sua grande habilidade em memorizá-los para neutralizar os barulhos e a agitação da classe, mantendo Matheus focado dentro da sala. Acesse essa série de reportagens e conheça mais sobre a experiência de Matheus.

No blog Lagarta Vira Pulpa escrito por Andréa, mãe do Theo, há uma relação com indicação de escolas em vários estados do Brasil. Veja as instituições recomendadas pelo blog de Andréa em sua região e troque informações com outros pais e profissionais!

Compartilhe as nossas recomendações com os seus familiares, amigos e colegas nas redes sociais (você poderá usar os ícones das redes sociais existentes abaixo). Para enviar os seus comentários e perguntas sobre o artigo, escreva para a nossa equipe nos campos aqui do próprio blog.

E para conhecer os nossos cursos especiais sobre a nossa abordagem lúdica, motivacional e responsiva e sobre as nossas estratégias para Inclusão Escolar, clique aqui.

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Criança com autismo e leitura

Como ajudar uma criança com autismo a ler, escrever e interessar-se por matemática

 

Muitos pais enviaram perguntas sobre a estimulação de leitura, escrita e matemática nas sessões responsivas e divertidas em casa. Você pode trabalhar qualquer habilidade, inclusive de leitura, escrita e matemática quando sua criança estiver motivada e envolvida em uma interação social com você. Por exemplo, se sua criança gostar de:

  • Cócegas
  • Leitura
  • Passear de cavalinho
  • Canções
  • Vozes divertidas e atividades de imaginação
  • Dinossauros

Quando você estiver em uma atividade interativa utilizando qualquer um destes interesses acima, espere até que sua criança esteja realmente motivada e conectada, antecipando já com muita expectativa o clímax da parte mais divertida da atividade. Este é o momento ideal para solicitar algo na área das letras ou números, levando em conta o estágio de desenvolvimento de cada criança.

Como um exemplo, estou passeando com a criança no colo pelo quarto todo. Eu posso dar duas ou três voltas sem pedir nada para ela (fazendo pequenas pausas entre cada volta para aumentar ainda mais a expectativa). Quando eu perceber que a criança já está bem motivada (talvez apresente maior contato visual, expressão facial animada, sorridente, etc), eu posso solicitar que ela escreva a letra P no seu “bilhete de passear”, ou que ela faça um círculo em volta da figura de um cavalo (se eu estiver fingindo carregá-la como um cavalinho).

Em um outro exemplo, minha criança está interessada em dinossauros e eu estou fingindo ser um tiranossauro rex que a persegue pelo quarto. Eu pego um número 5 de plástico e digo que vou dar cinco passos gigantes de tiranossauro rex para pegá-la. Eu dou os 5 passos e faço rugidos de dinossauro. Daí eu digo que posso dar 7 passos gigantes para pegá-la. Peço que ela pegue o número 7 de plástico e o dê para mim antes de dar os passos. Eu ajusto a minha solicitação de acordo com o estágio de desenvolvimento de minha criança. Por exemplo, eu tenho 6 bolas de pingue-pongue e minha criança está interessada na atividade com o tema do tiranossauro rex. Eu posso fingir que as 6 bolas são ovos de dinossauro e que se ela estiver perto dos ovos o dinossauro vai rugir, persegui-la e fazer cócegas nela. Depois de fazer isso uma ou duas vezes sem demandar nada da criança para ajudá-la a ficar ainda mais motivada, eu posso pedir que ela divida os ovos por 2, por 3, etc.

Criança com autismo e leituraÉ claro que os interesses e motivações de cada criança serão diferentes. E o estágio de desafio a ser trabalhado com cada criança em relação a letras, números, escrita e leitura também será diferente. É por isso que é tão importante seguir as motivações de sua criança e entender que em muitas ocasiões talvez a sua criança não esteja interessada na atividade que você está propondo.

Se você gostou desse artigo sobre como ajudar uma criança com autismo a ler, escrever e interessar-se por matemática, compartilhe-o com os seus familiares e amigos pelas redes sociais! Conte também para a gente como você tem ajudado a sua criança com autismo a desenvolver habilidades de leitura, escrita e matemática. As suas sugestões e ideias podem inspirar muitos dos nossos leitores!

Lembrete: aprofunde os seus conhecimentos sobre a nossa abordagem e aprenda estratégias práticas para ajudar pessoas com autismo participando de nossos cursos.

Aplicativos para pessoas com autismo

6 aplicativos úteis para pessoas com autismo

Você sabia que muitas famílias e profissionais têm usado aplicativos para pessoas com autismo em seu dia a dia? A seguir descrevemos alguns dos aplicativos para celulares e tablets disponíveis no mercado que têm se mostrado muito úteis para a promoção do desenvolvimento de nossas crianças, adolescentes e adultos com autismo.

Aplicativos para pessoas com autismo para organização da rotina

First Then (em Português, Primeiro e depois)

Disponibilidade: disponível para iPhone e iPod touch.
Objetivos: aumentar a independência da criança, Aplicativos para pessoas com autismoordenar as atividades diárias e diminuir a ansiedade duração a transição das atividades.
Funcionamento:  por meio de uma programação visual específica e com a possibilidade de apoio com mensagens sonoras, o aplicativo oferece suporte às pessoas com autismo através do uso de imagens/falas que informam sobre os acontecimentos diários ou sobre as diferentes etapas necessárias para completar uma atividade específica (por exemplo, usar o banheiro). O aplicativo pode ser exibido em três formatos de tela: tela inteira, tela dividida e tela com lista de tarefas. Na opção de tela inteira, a pessoa com autismo pode visualizar uma imagem grande e, deslizando o dedo à esquerda no visor do aparelho, poderá ver a imagem seguinte. Na opção de tela dividida, a pessoa com autismo visualiza duas imagens dispostas lado a lado com uma seta entre elas que ajuda a acessar a sequência de atividades – o fato de existir essa guia lateral com a sequência de atividades faz com que o usuário possa ser informado sobre as próximas atividades da sua programação. Na opção de tela com lista de tarefas, aparecem quatro imagens associadas à rotina da pessoa com autismo. Esta opção é mais indicada para pessoas que estão já familiarizadas com um sistema de comunicação por troca de imagens ou não são tão facilmente distraídas por atividades futuras.
Possibilidades: os pais ou algum outro responsável podem gravar a sua própria voz para criação das instruções/falas que acompanham as imagens. Estas falas podem ser um excelente instrumento para reforçar a sequência de atividades da rotina e para ajudar a pessoa com autismo no que se refere à aquisição da linguagem. Cada tela poderá conter um check list e este check list poderá indicar quando uma tarefa estiver completa (esta ferramenta pode ser ligada e desligada acessando-se o menu). O aplicativo permite personalizar ainda a agenda usando figuras da biblioteca de imagens do computador, buscando imagens na internet ou empregando imagens existentes nas câmeras do iPhone ou iPod touch. Tendo uma agenda predefinida, o aplicativo permite usar tantas imagens quantas forem necessárias para ilustrar os passos existentes na realização das tarefas.
Outras características: há também a possibilidade de alternar a utilização dos diferentes formatos para a utilização em cada um dos horários do dia, dependendo da preferência do usuário.
Para mais informações, acesse: https://itunes.apple.com/br/app/first-then-visual-schedule/id355527801?mt=8

Minha Rotina Especial

Disponibilidade: oferecido pela App Store e disponível para iPad.
Objetivos: organizar as informações sobre a rotina diária da criança Aplicativos para pessoas com autismo de forma integrada, visualmente organizada e clara, propiciando aprendizados e colaborando para o desenvolvimento. Segundo os criadores do aplicativo – Régis Nepomuceno, que é Terapeuta Ocupacional, e Paulo Zamboni, que é pai de uma criança com autismo – ao conhecer sua rotina, a criança ganharia confiança e autonomia, fundamentais para seu desenvolvimento.
Funcionamento:  os pais, ou algum outro responsável pela criança, registra em fotografias momentos da rotina da criança. Depois, esta pessoa entra em um campo do aplicativo denominado “acesso pessoal”, acessível a partir de uma senha, e elabora a estrutura semanal da criança, com as respectivas atividades de vida diária. O aplicativo tem a aparência de uma agenda e é capaz de organizar a rotina antecipando as atividades que serão realizadas, enviando lembretes sobre cada etapa e, ao final, mostrando um resumo de tudo o que foi realizado.
Possibilidades: é possível personalizar o aplicativo para cada criança com a inclusão de fotos e áudios. Estas ferramentas permitem que a criança se reconheça, identifique as atividades de seu dia a dia e acompanhe os passos necessários para a execução de cada atividade. Ainda é possível inserir na rotina o planejamento de viagens e a antecipação de possíveis imprevistos. Por exemplo, fotos e informações sobre visitas e fatos novos na rotina podem ser antecipados para que a criança não se desorganize com esses eventos. Para os criadores do aplicativo, o Minha Rotina Especial contribui para o planejamento, a organização sensorial e a compreensão das etapas e da complexibilidade de cada atividade.
Outras características: o aplicativo poderá narrar as etapas do dia a dia da pessoa com autismo usando uma voz familiar a ela, o que é útil para crianças com deficiência visual ou para aquelas que ainda não sabem ler. Após a montagem das atividades cotidianas, também é possível imprimir a agenda completa da criança e utilizá-la como um quadro de rotina ou um mural de fotos, que poderão ser afixados em algum local da residência, como o quarto da criança.
Para mais informações, acesse: http://minharotina.com.br

Aplicativos para pessoas com autismo para apoio à comunicação

Tobii Sono Flex

Disponibilidade: disponível para iPad e iPhone e tablets com sistema operacional Android.
Objetivos: viabilizar uma comunicação alternativa para crianças, Aplicativos para pessoas com autismoadolescentes e adultos que ainda não têm total domínio da comunicação verbal. O aplicativo transforma símbolos em falas emitidas com clareza.
Funcionamento:  os pais ou algum outro responsável pela pessoa com autismo encontrarão no aplicativo um conjunto de símbolos – o aplicativo contém 11 mil símbolos, além de 50 frases e expressões de contexto já estruturadas. O adulto poderá usar também a câmera e os álbuns do aparelho para selecionar e criar os seus próprios símbolos personalizados. Após conhecerem juntos os símbolos existentes ou criarem símbolos novos para situações específicas ou necessidades individuais, cada símbolo ou cada vocabulário de contexto, quando for selecionado e tocado, emitirá uma fala que expressará então os desejos e interesses da pessoa com autismo, podendo ser manuseado por ela enquanto instrumento de expressão e comunicação. Ou seja, ao clicar nos símbolos, o aplicativo faz com que o celular “fale” a palavra ou frase relacionada ao que se deseja comunicar.
Possibilidades: o aplicativo possui cinco tipos diferentes de vozes que podem ser utilizados (um menino, uma menina, duas mulheres e um homem). O aplicativo está disponível na Língua Portuguesa.
Outras características: o aplicativo possui uma versão gratuita para experimentação chamada Tobii Sono Flex Lite (esta versão é limitada e mais simplificada, mas pode ser usada para testar o aplicativo).
Para mais informações sobre o Tobii Sono Flex, acesse: https://itunes.apple.com/us/app/sono-flex-bp/id562578933?mt=8
Para conhecer o Tobii Sono Flex Lite, acesse: https://itunes.apple.com/us/app/sono-flex-lite-bp/id562582441?mt=8

Livox

Disponibilidade: disponível para iPad e iPhone e tablets com sistema operacional Android.
Objetivos: viabilizar uma comunicação alternativa para crianças, Aplicativos para pessoas com autismoadolescentes e adultos que ainda não têm total domínio da comunicação verbal. Assim como o Tobii Sono Flex, o Livox transforma símbolos selecionados e tocados na tela do aparelho em falas emitidas com clareza.
Funcionamento: o aplicativo foi criado por brasileiros a partir da iniciativa de um casal que é pai de uma menina com paralisia cerebral. O Livox possui cerca de 12 mil símbolos e um repertório variado de frases e expressões comuns ao cotidiano, funcionando então como um “catálogo de falas ditas em voz alta”, segundo Carlos Edmar Pereira, criador do aplicativo e pai de Clara. O aplicativo oferece uma plataforma amigável com sistema touch inteligente, que ajuda as crianças, adolescentes e adultos a concluírem o toque nos símbolos, corrigindo eventuais imperfeições e possui um conteúdo educacional.
Possibilidades: o aplicativo possibilita o compartilhamento de conteúdo entre tablets, possui algoritmos que adequam o uso do aplicativo às pessoas com outras deficiências (motora, cognitiva ou visual, por exemplo) e ainda disponibiliza um teclado virtual inteligente.
Outras características: o Livox recebeu um prêmio da ONU como o melhor aplicativo de inclusão social do mundo e vem sendo utilizado por famílias e por muitas instituições, tais como a APAE, tendo um alcance estimado no país de 10.000 pessoas.
Para mais informações, acesse: http://www.livox.com.br/

Aplicativos para pessoas com autismo de apoio às atividades pedagógicas

Story Creator (em Português, Criador de Histórias)

Disponibilidade: disponível para quem possui iPhone, iPad e iPod touch.
Objetivos: o aplicativo permite criar de forma fácil e simples histórias Aplicativos para pessoas com autismopersonalizadas, permitindo registrar histórias de vida que podem ser recontadas e compartilhadas com familiares e amigos.
Funcionamento: o usuário inicia a criação de uma história e, para incrementá-la, pode usar fotos, vídeos, textos, desenhos e áudios. Pode-se criar quantas histórias se quiser e cada uma delas poderá ter a sua própria capa. O aplicativo permite destacar os trechos mais importantes da história através de uma ferramenta de highlights por voz. Após a criação da história, ela pode ser compartilhada usando diferentes interfaces ou pode ser enviada às outras pessoas por email, bastando para isso apenas um clique. As histórias compartilhadas poderão ser comentadas, gerando interatividade.
Possibilidades: as fotos utilizadas nas histórias podem ser importadas do Dropbox, Flickr, Picasa ou do Facebook. Cada página da história pode conter textos e trechos de gravações de áudio, sendo que as crianças podem então assistir às histórias narradas com a voz dos pais.
Outras características: o aplicativo possui um mecanismo de backup que garante o armazenamento das histórias já criadas e evita que histórias gravadas sejam apagadas acidentalmente.
Para mais informações, acesse: https://itunes.apple.com/br/app/story-creator-easy-story-book/id545369477?mt=8

Desenhe e Aprenda a Escrever

Disponibilidade: disponível para quem possui iPhone e iPad.
Objetivos: o aplicativo auxilia no desenvolvimento da motricidade fina e ajuda a criança a aprender a escrever palavras, que sãoAplicativos para pessoas com autismo desenhadas na tela do aparelho em formatos divertidos – por exemplo, usando as texturas creme de barbear, ketchup, cobertura de chocolate, giz, lápis, caneta azul, gelatina, pudim de chocolate, xarope, geleia de uva, creme de leite, torta de abóbora, tinta vermelha e pudim de baunilha.
Funcionamento:  a criança desenha as letras na tela e, depois, as linhas desenhadas aparecem próximas às letras padrões, dessa forma, a criança pode comparar seus desenhos aos modelos e aperfeiçoar sua coordenação e habilidade de escrita. O aplicativo também ajuda a criança a se aprimorar chamando a atenção dela gentilmente quando a escrita está sendo feita fora do circuito previsto (a criança tem a chance de tentar novamente). Quando a criança conclui a escrita, o aplicativo oferece um prêmio para motivar a criança a continuar aprendendo. O aplicativo tem 28 opções de fundo  – ou seja, papéis de fundo com texturas e estampas diferentes – e inclui listas de conteúdos variados, com temas tais como letras, números, alimentos, animais, natureza, etc.
Possibilidades: os pais ou responsáveis podem criar listas específicas personalizadas de palavras, por exemplo, com os temas prediletos da criança ou com itens que ela está interessada em aprender no momento.
Outras características: após a conclusão de cada escrita, o aplicativo revisa o conteúdo elaborado, o que oferece um reforço visual ao aprendizado.
Para mais informações, acesse: https://itunes.apple.com/br/app/desenhe-e-aprenda-a-escrever!/id545187337?mt=8

Já utilizou um desses aplicativos? Então, conte a sua experiência para nós!

Aprenda mais sobre o autismo e sobre como ajudar a sua criança em um de nossos cursos. Os cursos são abertos a pais, familiares, profissionais, estudantes e voluntários e as inscrições podem ser parceladas em até 18 vezes.

Como ajudar uma criança com autismo na escola

Inclusão escolar: apresentando sua criança aos colegas e professores

A interação e a comunicação entre Como ajudar uma criança com autismo na escolaa criança, sua família e a comunidade escolar podem trazer muitos benefícios ao processo de inclusão. Isso é o que mostra a história de Mariana Caminha, mãe do Fabrício, de 04 anos. Ela criou um fantástico panfleto com informações carinhosas e dicas preciosas sobre o pequeno Fabrício. O intuito de Mariana é não só facilitar o processo de inclusão escolar do seu filho, mas também divulgar informações sobre o Transtorno do Espectro Autista à comunidade.

O panfleto contém uma linda foto de Fabrício, circundada por grupos de características que podem ser muito importantes em seu dia a dia na escola. Segundo o panfleto, entre os talentos e habilidades de Fabrício sua mãe destaca a sua coordenação motora, a sua capacidade para imitar, dar carinho, memorizar e mexer em aparelhos celulares. Entre seus interesses e motivações estão correr, pular, cantar, subir e descer ladeiras, piscinas e Disney. Ao se comunicar, a mãe explica que Fabrício usa “uh-ô” para suco e “a-uh-da” para ajuda, e ela também esclarece que ele gosta muito das vogais e compreende tudo que lhe é dito. A mãe ainda explica que Fabrício pode dar gritinhos de alegria, pode fazer birra quando contrariado, pode se assustar com cachorros, e tem dificuldades em dividir e permanecer sentado.

Mariana apresenta as informações sobre o filho de um jeito divertido, simpático e afetuoso no panfleto, e espera que o infográfico elaborado por ela possa ajudar outras crianças com autismo. Ela recomenda que o infográfico de cada criança seja editado, impresso e enviado aos pais dos coleguinhas de classe através de um envelope, podendo ser também encaminhado aos professores e à direção da escola da criança. O panfleto pode ser editado para cada criança a partir de um arquivo que pode ser solicitado à Mariana através do e-mail mcaminha@me.com.

Para conhecer melhor a iniciativa de Mariana, você poderá ler uma reportagem publicada no site do Jornal Correio Braziliense e acessar o perfil dela no Facebook através do “Doutores do TEA”.

Para ter mais ideias sobre como ajudar uma criança com autismo na escola, você poderá também imprimir e compartilhar com a comunidade da escola o nosso cartaz com 15 Dicas sobre Inclusão Escolar, ler um texto sobre o Estilo Responsivo na Inclusão de Crianças com Autismo e participar de um de nossos cursos.

Irmãos com autismo têm mais diferenças que similaridades, aponta artigo do jornal NY Times

A maioria dos irmãos com diagnóstico de autismo não compartilha os mesmos fatores de risco genéticos e podem ser também bastante diferentes em seus comportamentos e atitudes, segundo noticia um novo estudo divulgado pelo jornal NY Times. De acordo com a publicação, estes resultados surpreenderam muitos pais e médicos.

No novo estudo, publicado pela Revista Nature Medicine, os cientistas analisaram material genético de 85 famílias que tinham duas crianças com autismo. Foi empregado um método chamado sequenciamento completo do genoma, que, diferentemente de outras metodologias, mapeia inteiramente o volume dos recipientes e verifica cada tipo biológico, qualquer “vírgula fora do lugar” ou letra transposta.

Os pesquisadores focaram suas análises em aproximadamente 100 pequenas falhas genéticas associadas ao desenvolvimento do autismo. Eles descobriram que em torno de 30% dos 85 pares de irmãos participantes do estudo compartilhavam as mesmas mutações genéticas, e cerca de 70% não. Os pares de irmãos que compartilhavam as mesmas pequenas falhas genéticas tendiam a ser mais parecidos no que se refere às habilidades sociais e hábitos do que os pares em que as pequenas falhas genéticas eram distintos.

Os resultados do novo estudo evidenciam a grande diversidade existente no autismo, que pode ser presente mesmo nos indivíduos mais proximamente aparentados. Os resultados apontam ainda que os cientistas terão de analisar dezenas de milhares de outras pessoas para poderem ter em mãos dados mais consistentes sobre as bases biológicas do autismo.

Especialistas que analisaram o artigo publicado na Revista Nature Medicine encorajam mudanças na prática clínica, a partir dos resultados levantados no estudo. No exterior, alguns hospitais usam a análise do perfil genético de irmãos mais velhos com autismo para tentar entender uma nova criança com o transtorno, ou podem usar a análise do perfil genético do irmão mais velho para aconselhar os pais sobre a probabilidade de eles terem outra criança com autismo. Este procedimento pode não ser tão informativo, disseram os autores do estudo.

Para ilustrar a importância dos resultados do novo estudo, o jornal NY Times conta a história de Valerie South, uma enfermeira que vive em Toronto. Os filhos de Valerie, Cameron, de 20 anos, e Thomas, de 14 anos, têm autismo severo (em uma família de quatro ou mais, as probabilidades de existirem duas crianças com autismo é cerca de uma em 10.000). Em 1998, Valerie e seu marido consultaram médicos para saber quais os riscos de eles terem outra criança com autismo – naquela época, eles tinham Cameron e um outro filho mais velho, Mitchell, que é neurotípico. Eles foram informados que as chances de eles terem uma nova criança com autismo eram pequenas e que, se isso acontecesse, não seria um caso de autismo severo. Eles tiveram então Thomas, que têm o mesmo diagnóstico de autismo que Cameron, mas que é bem diferente do irmão em seu comportamento. A mãe conta que enquanto Thomas se dirige a estranhos, Cameron recua. Thomas ama o seu iPad, enquanto Cameron não demonstra interesse por computadores. O novo estudo provê boas justificativas biológicas para estas diferenças e pode colocar de lado previsões como as recebidas por Valerie antes de ela e seu marido terem Thomas.

“O estudo nos leva a considerar que mapeamentos genéticos podem não nos ajudar tanto a fazer previsões como pensávamos”, afirma Helen Tager-Flusberg, neurocientista do desenvolvimento na Universidade de Boston, que não esteve envolvida na produção do novo estudo.

Outros especialistas não envolvidos no estudo dizem que os resultados são importantes e convincentes. “O estudo é bem delineado e o resultado final é de alguma forma surpreendente, e reitera a complexidade dos fatores genéticos subjacentes ao autismo” diz Dr. Yong-hui Jiang, um professor associado do departamento de pediatria e neurobiologia na Universidade Escola de Medicina Duke. Para o jornal NY Times, o relatório é um dos principais resultados vindos de uma iniciativa em larga-escala financiada pelo Autism Speaks, um grupo de defesa e estudos sediado nos EUA.

Sabia mais sobre o autismo e sobre os tratamentos existentes em nosso site.

Você encontrará artigos sobre outras pesquisas recentes na área do autismo em nosso blog.

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Nova pesquisa sobre padrões de pensamento no espectro do autismo

O rastreamento dos pensamentos associados às interações sociais através de ressonância magnética pode ajudar a revelar padrões cerebrais relacionados ao autismo, de acordo com uma reportagem veiculada no site de uma revista americana.

Até os dias de hoje, o diagnóstico do autismo vem sendo conduzido a partir de exames clínicos que envolvem a realização de entrevistas e observações comportamentais. O processo de diagnóstico pode envolver a realização de algumas consultas com a criança e a sua família. Nestas consultas, a criança é observada pelo profissional de saúde em situações da sua vida cotidiana e em situações específicas em que são examinadas as suas habilidades sociais e de comunicação, por exemplo, além de serem observados a existência ou não de comportamentos ritualísticos ou repetitivos e de outros indicativos do transtorno como diferentes respostas aos estímulos sensoriais.

A Revista Time publicou um artigo sobre uma pesquisa que mostra que exames com ressonância magnética, feitos nos cérebros de pessoas enquanto elas refletem sobre determinados assuntos, trazem indicativos que poderão vir a auxiliar no diagnóstico futuro do autismo. Marcel Just – autor do estudo, professor de Psicologia e diretor de um centro de pesquisas na Universidade Carnegie Mellon – junto de seus colegas, realizou uma série de exames de ressonância magnética funcional em 17 adultos jovens com autismo de alto funcionamento e em 17 pessoas sem autismo, enquanto estas pessoas pensavam sobre diferentes interações sociais, tais como o “abraçar”, “humilhar”, “chutar” e “adorar”. A equipe utilizou técnicas para mensurar a ativação de pequenos pontos do cérebro e analisou se os níveis de ativação formavam um padrão. O padrão constatado, segundo Marcel, é bastante semelhante entre as pessoas de desenvolvimento típico: “Quando você pensa sobre uma casa, uma cadeira ou uma banana, enquanto você está passando pela ressonância magnética, eu posso dizer no que você está pensando”.

A diferença nos padrões entre os dois grupos foi tão significativa que os pesquisadores conseguiram então identificar com 97% de precisão – em 33 dos 34 participantes do estudo – se um cérebro era de uma pessoa com autismo ou de uma pessoa neurotípica. Houve uma área do cérebro associada com a representação do ‘eu’ que não foi ativada nas pessoas com autismo, afirma Marcel. Segundo o autor, ao refletirem sobre abraçar, adorar, persuadir ou odiar, enquanto seus cérebros eram escaneados pela ressonância magnética, as pessoas com autismo pareciam pensar nisso como alguém que estivesse assistindo a uma peça de teatro ou lendo uma definição de dicionário. Estas pessoas não pensavam nessas ações como algo que se aplicaria a elas, indicando que no autismo a representação do ‘eu’ é alterada, fato que os pesquisadores vêm notando já há alguns anos. Para o autor do estudo, esta foi, contudo, a primeira vez que alguém usou essa premissa para tentar diagnosticar autismo a partir da observação da ativação de áreas do cérebro durante a realização de ressonâncias magnéticas.

A pesquisa sugere então que pode haver uma nova maneira de diagnosticar e compreender certos transtornos, como o autismo. Sabendo que tipos de pensamentos são tipicamente alterados em um determinado transtorno, seria possível pedir a uma pessoa que pensasse sobre eles e verificasse se seus pensamentos são de fato alterados em relação aos padrões observados nas pessoas neurotípicas, afirma Marcel. O estudo pode significar mais um avanço em direção a um diagnóstico mais rápido e mais preciso de transtornos como o autismo, e maior conhecimento sobre a forma de pensar utilizada por pessoas com autismo.

Você poderá ler mais sobre o autismo em nosso site e, para aprofundar seus conhecimentos no assunto, recomendamos ainda os livros Brincar para Crescer e Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse.

Divulgue esse artigo sobre padrões de pensamento no espectro do autismo em suas redes sociais e compartilhe conosco os seus comentários!

 

 

Descontos por participante:

Turma 1 – São Paulo – 17 a 20 de setembro

Investimento por participante:
1º lote: R$1428 até o dia 10/07/20 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/08/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 08/09/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 08 de setembro de 2020 (terça-feira).

Descontos em mais de um curso: Quem se inscrever em 2 cursos, também tem o desconto de 5% somado ao desconto por prazo de inscrição. Quem se inscrever em 3 ou mais cursos tem o desconto de 10% somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral dos cursos. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras.

Descontos para grupos: Inscrições para grupos de 2 pessoas têm mais 5% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição, e inscrições para grupos de 3 ou mais pessoas têm mais 10% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral do curso. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras se apenas uma pessoa fizer a inscrição para todos. Para que cada membro do grupo possa fazer o pagamento da inscrição separadamente, mas com o desconto de grupo, entre em contato conosco por email.

Descontos por participante:

Turma 1 – São Paulo – 19 a 22 de março

1º lote: R$1428 até o dia 20/12/19 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/02/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 10/03/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 10 de março de 2020 (terça-feira).

Turma 2 – São Paulo – 13 a 16 de agosto

Investimento por participante:
1º lote: R$1428 até o dia 10/06/20 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/07/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 04/08/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 04 de agosto de 2020 (terça-feira).

Descontos em mais de um curso: Quem se inscrever em 2 cursos, também tem o desconto de 5% somado ao desconto por prazo de inscrição. Quem se inscrever em 3 ou mais cursos tem o desconto de 10% somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral dos cursos. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras.

Descontos para grupos: Inscrições para grupos de 2 pessoas têm mais 5% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição, e inscrições para grupos de 3 ou mais pessoas têm mais 10% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral do curso. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras se apenas uma pessoa fizer a inscrição para todos. Para que cada membro do grupo possa fazer o pagamento da inscrição separadamente, mas com o desconto de grupo, entre em contato conosco por email.