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Autismo e educação inclusiva de qualidade (1)

Educação inclusiva pública de qualidade para crianças com autismo em Maringá-PR

profissionais especializados em autismo em MaringáNo segundo semestre de 2017, três profissionais da cidade de Maringá/PR, participaram de cursos ministrados pela equipe da Inspirados pelo Autismo em São Paulo/SP. Elas queriam aprofundar seus conhecimentos relativos a características de pessoas no espectro do autismo e particularidades da educação inclusiva para estudantes com autismo. Tivemos então o privilégio de conhecer o trabalho inspirador e com ótimos resultados que vem sendo desenvolvido por estas profissionais e seus colegas na Educação Inclusiva da rede pública de ensino de Maringá.

O CEMAECentro Municipal de Apoio Especializado, vinculado à SEDUC – Secretaria de Educação de Maringá, nasceu em 2014 inicialmente com o objetivo de oferecer atendimento especializado a crianças com dificuldades de aprendizagem na rede municipal escolar. Atualmente atende também alunos com deficiência, atrasos de linguagem e realiza orientações aos familiares e professores, contemplando ainda a equipe multidisciplinar que atende o aluno fora do contexto, entre eles neurologista, psicóloga clínica, terapeuta ocupacional.  O CEMAE oferece atendimento clínico nas áreas de fonoaudiologia, nutrição e psicopedagogia. Fornece também assessoria pedagógica e formação continuada para professores de apoio em sala de aula, para os professores de educação especial das salas de recursos multifuncionais e para os orientadores educacionais de toda a rede municipal, formada por 114 unidades escolares.

O orientador educacional que está presente em cada unidade escolar participa dos cursos de formação continuada oferecidos pelo CEMAE. Entre os temas da formação estão questões ligadas à Educação Especial, Adaptação Curricular, Estimulação Essencial, características de estudantes com diagnósticos do espectro do autismo, Síndrome de Down, paralisia cerebral e outros. A professora pedagoga, mestre e doutoranda em Educação Fernanda Carvalho Polonio Rosa ministra os cursos de formação e explica que “os profissionais recebem orientações gerais, por exemplo, sobre adaptação curricular e também são instrumentalizados em como atender as especificidades de cada estudante, respeitando suas singularidades”. Além dos cursos de formação, os orientadores educacionais recebem suporte da assessoria do CEMAE no decorrer de todo ano escolar.

Com o objetivo de trabalhar na prevenção de dificuldades que poderiam se agravar no futuro, os orientadores educacionais, em conjunto com o CEMAE, realizam avaliações e verificam as necessidades específicas de aprendizagem das crianças. Antes mesmo de a criança ter um diagnóstico fechado, caso ela apresente indicadores de atrasos de aprendizagem, é encaminhada para a Estimulação Essencial nas escolas e/ou Estimulação de Linguagem no CEMAE. A avaliação e triagem das crianças são realizadas pelas psicólogas da Educação Infantil. A psicóloga e mestre em Educação Edna Salete Radigonda Delalibera explica a relevância desse trabalho “de não apenas oferecer o atendimento especializado à criança com deficiência, mas trabalhar no sentido preventivo evitando maiores comprometimentos, considerando a plasticidade cerebral”.

O profissional responsável pela Estimulação Essencial é um pedagogo com especialização em Educação Especial e ou Psicopedagogia. O atendimento de Estimulação Essencial é ofertado no contraturno escolar na sala de recursos multifuncionais de cada escola. A abordagem utilizada na Estimulação Essencial é interacionista, foca nas relações sociais, motivadoras e lúdicas para a promoção do desenvolvimento. Paula Bacaro, Pedagoga, mestre e doutoranda em educação, responsável pelo CEMAE e Gerente da Educação Especial e Apoio Pedagógico Interdisciplinar da SEDUC relata que esta Estimulação Essencial tem apresentado ótimos resultados: “Algumas de nossas crianças que iniciaram a Estimulação Essencial anos atrás por conta de indicadores de atraso no desenvolvimento, já chegaram no Ensino Fundamental 1 com melhor desenvolvimento nos diferentes aspectos”. Os resultados positivos serão multiplicados, pois ainda em 2018, serão implantadas mais nove salas de Estimulação Essencial nos Centros Municipais de Educação Infantil.

Mais um elemento tem se mostrado fundamental na educação inclusiva pública de Maringá: o professor de apoio. Garantido por lei estadual, os estudantes com diagnósticos do espectro do autismo e deficiência neuromotora têm o direito de terem um profissional de apoio especializado em sala de aula para trabalhar em parceria com os professores regentes. Na rede municipal de Maringá, as salas de aula com crianças com os diagnósticos mencionados acima, têm um professor de apoio. Na perspectiva de que esse profissional deve ter especialização para a função a ser exercida, a Secretaria da Educação de Maringá realiza concursos específicos para o cargo de Professor de Apoio exigindo que o profissional seja um pedagogo com especialização em Educação Especial. No exercício de sua função, o CEMAE promove cursos de formação continuada específicos para os professores de apoio em grupos relativos a cada diagnóstico ou ao conjunto de características das crianças atendidas. Os professores de apoio que trabalham com crianças com autismo participam de cursos diretamente relacionados ao estágio de desenvolvimento das habilidades cognitivas, motoras, sensoriais e de comunicação.

Bacaro realça que “todas essas ações se devem a uma gestão pública humanizada que valoriza a Educação Inclusiva dando o suporte necessário ao trabalho realizado pelo CEMAE”. A pedagoga também informa que o CEMAE realiza atividades articuladas com a rede de serviços municipal que inclui SASC, CRAS, CREAS, CAPSI, UBS, Conselhos Municipais, Conselho Tutelar e Escolas na modalidade da Educação Especial.

O excelente trabalho de educação desenvolvido em Maringá traz luz e soluções à questão da acessibilidade ao processo de ensino-aprendizagem coletivo, demonstrando que é possível uma educação pública realmente inclusiva e de alta qualidade em nosso país.

Para entrar em contato com o CEMAE – SEDUC de Maringá, envie um email para seduc_cemae@maringa.pr.gov.br

Você conhece mais projetos de educação inclusiva pelo país que estão beneficiando nossos estudantes? Conte para nós nos comentários abaixo.

Participe de nosso curso de Educação Inclusiva para Pessoas com Autismo que acontecerá em São Paulo/SP no mês de setembro de 2019. As inscrições antecipadas têm um desconto de 15%. E inscrições feitas por um grupo ou em mais de um curso têm mais descontos ainda. 

Pesquisa comprova que participação dos pais é essencial para a linguagem de crianças com autismo

Os pais podem ajudar a criança com autismo a se comunicar mais

A ideia de levar o seu filho ao consultório do fonoaudiólogo ou ao profissional especializado na promoção das habilidades de comunicação de pessoas com autismo e esperar do lado de fora, sem saber o que se passa na sessão, apenas torcendo para que o profissional tenha sucesso, faz parte do passado. Estudos das últimas duas décadas têm comprovado a eficácia de uma intervenção precoce e da parceria entre profissionais e familiares de crianças com autismo na promoção do desenvolvimento. Os pais são hoje uma figura-chave no programa de desenvolvimento da criança.

A aprendizagem no dia a dia

Na primeira infância, as crianças com desenvolvimento típico e atípico adquirem suas habilidades no dia a dia, nas interações prazerosas com os pais, nas brincadeiras divertidas com os familiares, na hora do banho, na hora das refeições, na historinha que é contada na hora de dormir, nas canções que são entoadas pela família, no programa de TV que é assistido junto com os familiares, nos passeios ao parque, praia, pracinha da cidade. Todos esses momentos se apresentam como oportunidades para o crescimento e desenvolvimento. Por que investir somente nas poucas horas de semana que a criança tem com o terapeuta e não aproveitar esses momentos com os familiares?

Muitos pais têm o receio de “atrapalhar” o desenvolvimento da criança com diagnóstico do autismo e preferem então “não interferir” ou “não participar” no tratamento proposto pelos profissionais da criança. Mas as pesquisas mostram que, com o treinamento oferecido por profissionais, os pais podem ser grandes promotores do desenvolvimento de habilidades e do bem-estar de seus filhos. Pais e profissionais podem colaborar com ótimos resultados!

A pesquisa sobre intervenções de linguagem aplicadas por pais

Uma meta-análise(1) – estudo de outros estudos – publicada no American Journal of Speech-Language Pathology compilou e avaliou os dados de 18 estudos de intervenções de linguagem aplicadas por pais de crianças entre 18 e 60 meses com dificuldades de comunicação, inclusive crianças com diagnósticos do espectro do autismo.

Em todos os estudos avaliados por Megan Roberts e Ann Kaiser, pesquisadoras da Vanderbuilt University, os pais receberam treinamento de profissionais sobre como aplicar estratégias específicas para a promoção do desenvolvimento da linguagem de suas crianças. As crianças nos grupos de controle não participaram de terapia; participaram apenas de terapia com profissionais de linguagem; ou receberam outros tipos de serviço da comunidade.

Os resultados da meta-análise indicam que as intervenções de linguagem aplicadas por pais são uma abordagem eficaz para as intervenções precoces de linguagem dirigidas a crianças com atraso no desenvolvimento da linguagem.

Estratégias utilizadas pelos pais

A pesquisa cita algumas das principais estratégias que foram ensinadas para os pais e aplicadas por eles com suas crianças nas interações e brincadeiras diárias:

responsividade (responder às tentativas de comunicação mostrando para criança que sua comunicação é válida e útil);
imitação (imitar os gestos, sons, palavras e brincadeiras da criança);
promoção de mais turnos comunicativos das crianças (alimentar a comunicação/conversa com contribuições interessantes para a criança);
modelagem de palavras e sentenças (dar um exemplo claro de que palavra ou sentença a criança poderia usar na situação para comunicar a mensagem);
expansão de linguagem baseada nos interesses da criança (falar/brincar sobre tópicos do interesse da criança);
preparação ambiental (manipular o ambiente de forma a incentivar a comunicação, por exemplo: se a criança gosta de blocos de montar, os pais podem dar alguns blocos para a criança, deixar o restante numa prateleira fora do alcance, porém à vista, aguardar a criança pedir mais e prontamente dar mais blocos a ela respondendo à comunicação);
pausas (oferecer uma ação motivadora para a criança e pausar, por exemplo: fazer cócegas, pausar e aguardar a criança comunicar que quer mais);
solicitação de fala (quando a criança claramente quer algo os pais podem pedir que ela fale o que deseja. Podem inclusive modelar a fala para a criança);
reforços naturais (gratificações intrinsecamente ligadas à comunicação, por exemplo: a criança pede para a mãe abrir um pote transparente, a mãe abre e a criança pega de dentro do pote um de seus brinquedos favoritos);
dicas gestuais/visuais (por exemplo: gestos dos pais na direção do objeto de desejo da criança; símbolos, figuras ou palavras escritas que representam o objeto ou ação desejada pela criança).

Resultados

As estratégias utilizadas pelos pais levaram ao aprimoramento das seguintes habilidades de comunicação das crianças:
comunicação receptiva (o quanto a criança compreende o que os outros comunicam);
comunicação expressiva verbal e não-verbal (como a criança fala, gesticula e usa expressões faciais para se comunicar);
frequência de comunicação;
vocabulário;
gramática.

Os pais apresentaram a mesma eficácia que os profissionais especializados em linguagem na promoção do desenvolvimento das habilidades citadas acima. E a eficácia dos pais foi ainda maior que a dos profissionais para auxiliar suas crianças a desenvolver a comunicação receptiva e a gramática!

Recomendações do estudo

No final do artigo, o estudo oferece algumas recomendações baseadas nos resultados obtidos:
as intervenções devem focar em interações sociais comunicativas entre pais e crianças;
• os pais devem receber treinamento para aumentar a utilização de formas linguísticas específicas através de modelagens e expansões da linguagem da criança;
• os pais devem receber treinamento em casa nas suas rotinas diárias;
• intervenções aplicadas por pais podem ser eficazes para crianças com vários níveis de habilidades intelectuais e de linguagem;
• o treinamento dos pais por parte de profissionais cerca de uma vez por semana pode promover o desenvolvimento de linguagem das crianças.

Parceria entre profissionais e pais

A Inspirados pelo Autismo investe no treinamento de pais como chave para a promoção do desenvolvimento e do bem-estar de pessoas com diagnósticos do espectro do autismo. Os pais podem ser uma poderosa fonte de apoio para as crianças. Os pais já nutrem um amor incondicional por seus filhos e os conhecem como ninguém. Se oferecemos as ferramentas para que os pais aproveitem ao máximo as oportunidades de aprendizagem presentes no dia a dia com seus filhos, nossas crianças podem vivenciar uma aceleração no desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais, cognitivas e motoras. Nos quase 20 anos de experiência de nossa equipe, temos visto a imensa diferença que os pais podem fazer na vida de suas crianças.

Vamos nos unir, pais e profissionais, para inspirarmos juntos nossas crianças a se desenvolver e a crescer felizes!

Criança com autismo brincando - tratamento para o autismoPara conhecer mais sobre a metodologia de trabalho da Inspirados pelo Autismo, visite as seguintes página de nosso site:
Abordagem da Inspirados pelo Autismo, que fala sobre os pilares da metodologia;
Atividades interativas para pessoas com autismo, que contém diversos exemplos de brincadeiras que utilizamos para auxiliar nossas crianças a aprender de forma divertida;
Atividades de vida diária para pessoas com autismo, com exemplos de atividades para o desenvolvimento no dia a dia.

Nossos cursos oferecem estratégias para uma parceria eficaz entre pais e profissionais de saúde e de educação nos 4 Módulos disponíveis. Veja o conteúdo dos cursos para saber como cada curso pode ajudar você, familiar ou profissional:
Módulo 1 – Autismo, interação prazerosa e aprendizagem
Módulo Escola – Educação inclusiva para pessoas com autismo
Módulo 2 – Coordenando um programa de desenvolvimento
Módulo 3 – Metas e atividades interativas para o desenvolvimento de habilidades

Referências

(1)Roberts, M., & Kaiser, A. (2011). The Effectiveness of Parent-Implemented Language Intervention: A Meta- Analysis. American Journal of Speech-Language Pathology, 20, 180-199.

 

10 benefícios oferecidos pelo curso Educação Inclusiva para Pessoas com Autismo

Participando do curso, você aprenderá:

1. Como estabelecer uma parceria entre familiares, equipe multidisciplinar, professores, coordenadores e colegas na educação inclusiva

É essencial a consistência do trabalho em equipe com o objetivo de promover o desenvolvimento e bem-estar da criança. Para isso, será mostrado como estabelecer uma relação de trabalho frutífera e dinâmica, entre os familiares, os profissionais da escola e os profissionais da equipe multidisciplinar. A aprendizagem cooperativa entre a criança com autismo e os colegas também será discutida e exemplificada.

2. Quais estratégias o professor regente poderá utilizar para promover a aprendizagem do estudante com autismo

Será mostrado que informações claras e diretas, exemplos contextualizados e significativos para a crianças, a inclusão dos temas de interesse dos estudantes no planejamento das aulas, atividades práticas, o uso de apoios visuais,  música, gestos e objetos facilitam o aprendizado. Além disso, serão oferecidas ideias sobre como nutrir a autoestima e autoconfiança da criança, essenciais para que o estudante mantenha-se concentrado no processo de aprendizagem.

3. Quais estratégias o professor mediador poderá utilizar para também promover a aprendizagem do estudante com autismo

O professor mediador, em parceria com o professor regente, tem o objetivo de facilitar o envolvimento do aluno com a aprendizagem cognitiva, motora e social. A presença do professor mediador é fundamental para a eficácia da educação inclusiva e seu papel será esclarecido durante o curso.

4. Como realizar a mediação da interação entre os estudantes da classe e o aluno com autismo

Para a maioria das crianças com autismo, estar ao lado de crianças com desenvolvimento típico na escola não é o suficiente para que elas consigam participar das atividades em grupo e das brincadeiras lúdicas, assim como para criar e manter amizades. Estratégias para possibilitar a participação em atividades do grupo e o aprofundamento de relações sociais serão apresentadas no curso.

5. Como criar uma rotina personalizada integrada à rotina da classe

Colocando-nos no lugar das pessoas com autismo, alteramos nosso olhar e nossa compreensão sobre os comportamentos e enxergamos novas formas para lidar com os desafios do ambiente e propiciar um dia a dia mais confortável às pessoas com autismo com as quais convivemos. É importante que os profissionais observem e atentem-se para as características pessoais do aluno, verificando como ele se comporta diante dos estímulos do meio físico e social, de seu ritmo biológico, e das atividades pedagógicas, de forma a então se identificar as metas e as estratégias para alcançá-las.

6. Como tornar o ambiente físico da escola inclusivo favorecendo o aprendizado do aluno com autismo

Na educação inclusiva, a escola e a comunidade oferecem o ambiente necessário para que a criança consiga acompanhar e participar ativamente das aulas e atividades. Cada estudante com autismo tem seu conjunto de características únicas, e a organização do ambiente coletivo deve considerar as necessidades individuais dos estudantes.

7. Como preparar materiais pedagógicos acessíveis e inclusivos

Para trazer acessibilidade ao ensino-aprendizagem, a maioria das crianças com autismo se beneficia, pelo menos nos primeiros anos da educação inclusiva, de materiais pedagógicos que acolham seus interesses, suas necessidades motoras e sensoriais, suas habilidades de atenção. A forma como uma informação é oferecida e a forma como se pede que a criança execute uma tarefa específica podem ser essenciais para um resultado positivo.

8. Como proporcionar o grau de desafio adequado nas atividades propostas

Se o grau de complexidade de uma tarefa é alto demais para a criança, a aprendizagem não é acessível e o sentido de auto-competência da criança é prejudicado. Entretanto, se o grau de complexidade da tarefa é baixo demais, a criança pode ficar entediada e não querer participar das atividades. Respeitar o desenvolvimento único de cada criança é uma das missões da escola inclusiva.

9. Quais estratégias poderão ser utilizadas para a avaliação

No processo de ensino-aprendizagem, tanto o componente “ensino” quanto o componente “aprendizagem” devem ser continuamente avaliados para que a criança tenha oportunidades de aprendizagens cada vez mais acessíveis e eficazes. Tanto o planejamento, a execução e os critérios de avaliação devem levar em conta a forma diferenciada como a criança organiza e expressa seu conhecimento e suas habilidades.

10. Como estabelecer regras e limites na escola

O ambiente da escola é, geralmente, um ambiente no qual a criança é exposta a uma maior exposição de limites do que o ambiente do domicílio. A imposição de limites é necessária para que se atenda às necessidades e direitos do grupo, e para a manutenção da segurança e saúde de todos no ambiente. Dicas sobre como estabelecer os limites e sobre como responder aos possíveis comportamentos de protesto relativos a esses limites serão ofertadas no curso. Exemplos de comportamentos indesejados e de imposição de limites na escola serão discutidos com os participantes do curso.

O curso é voltado para pais, familiares, professores e outros profissionais ligados às pessoas com autismo. Confira os próximos cursos e se inscreva: Cursos da Inspirados pelo Autismo

Atividade para desenvolver a comunicação – desenhando uma história em quadrinhos

Desenhando uma história em quadrinhos

Interesses:

Desenhar, ouvir e contar histórias, personagens de histórias em quadrinhos (por exemplo, a Turma da Mônica).

Metas principais:

Comunicação verbal (relatar experiências).
Desenvolver período de atenção compartilhada de 15 min ou mais.

Ação motivadora (o papel do adulto):

O adulto desenha em uma cartolina uma história em quadrinhos divertida com os personagens prediletos da criança.

Solicitação (o papel da criança):

A criança contar algo que ela fez na escola para que o adulto desenhe o que aconteceu com ela.

Estrutura da atividade:

O adulto mostra para a criança uma cartolina com vários quadrados sequenciais em branco e também vários lápis de cor ou conjuntos de giz de cera e explica animadamente que eles vão fazer uma história em quadrinhos com os personagens da Turma da Mônica. O adulto pega então um dos lápis de cor ou giz de cera e começa a desenhar com empolgação e entusiasmo um dos personagens da Turma Mônica, comentando com a criança: Nossa, você sabe o que o Chico Bento fez hoje na escola? Hoje quando ele chegou a escola, ele descobriu que ia acontecer uma festa! O adulto estabelece uma atividade cíclica em que ele conta a história do Chico Bento e desenha por alguns momentos na cartolina, afasta-se fazendo suspense e, de forma previsível volta a continuar a história oral sobre o Chico Bento e o desenho, repetindo diversos ciclos sem pedir nada à criança, apenas fazendo a ação motivadora de contar a história e de desenhar de graça, pausando por alguns segundos enquanto faz suspense, fazendo a ação novamente, pausando, e assim por diante. Usando o personagem da Turma da Mônica, o adulto mostra para a criança como fazer para contar fatos que aconteceram naquele dia na escola. O adulto segue contando mais sobre o que aconteceu com o Chico Bento na escola, descrevendo diferentes situações engraçadas, enquanto também desenha as situações para a criança. Quando a criança encontra-se altamente motivada pela ação do adulto, demonstrando este interesse através de olhares, sorrisos, gestos, sons ou palavras, o adulto passa a solicitar que a criança lhe conte alguma coisa que aconteceu com ela na escola (o adulto pode perguntar especificamente sobre coisas que aconteceram com a criança na escola, mas se a criança falar sobre outra coisa que aconteceu em outro lugar, o adulto comemora essa iniciativa e estimula a criança a contar mais sobre o que aconteceu com ela naquele dia e lugar). A solicitação é um convite animado, e não uma ordem. O adulto estimula a criança a contar sobre o que aconteceu com ela na escola e responde a qualquer tentativa da criança em contar os fatos com uma celebração e a volta da ação desejada por ela (desenhar a história em quadrinhos). Desta forma, o adulto mostra para a criança a função de sua comunicação verbal e a importância de contarmos uns para os outros aquilo que nos acontece no dia a dia. Nos próximos ciclos da brincadeira, enquanto a criança continua altamente motivada, o adulto a estimula a contar o que aconteceu com ela em outros lugares e situações. Por exemplo, o adulto pode perguntar o que a criança fez no fim de semana, na casa da vovó ou durante a aula de natação, etc.

Variações:

Podemos ajustar o grau do desafio desta atividade quando a criança já consegue relatar o que aconteceu na escola (ou em outros lugares) com facilidade e constância e propor um ciclo de conversa em que o episódio seja contado com mais detalhes. Conforme o estágio de desenvolvimento da criança, o adulto poderá ajudar a criança a descrever emoções, a fazer comentários, e a expressar gratidão e apreço por outras pessoas envolvidas nas situações descritas.

Para ajudar a criança a manter-se motivada durante a interação e prolongar o tempo de duração da atividade, podemos inserir em alguns ciclos pequenas variações na ação motivadora, por exemplo, fazer encenações, usar objetos ou fantoches para tornar a história que está sendo contada e desenhada mais interessante. O adulto poderá desenhar enquanto canta alguma música que a criança goste ou usando um tom de voz divertido. O adulto poderá também estar fantasiado de algum personagem da Turma da Mônica durante a atividade.

Caso a criança não se interesse pelos personagens da Turma da Mônica, podemos manter a atividade original e modificar os personagens de acordo com os interesses dela, por exemplo, transformando-nos em um outro super herói, animal ou personagem que a criança aprecie. Se ela gosta dos personagens da animação “Carros”, da Disney, podemos ser o McQueen ou o Mate que aceleram pelo quarto enquanto contam sobre o que aconteceu com eles, para que depois estacionem próximos à cartolina e comecem o desenho.

Se a criança se interessa por desenhos e pela Turma da Mônica, mas desejamos trabalhar uma meta diferente da comunicação verbal como, por exemplo, ajudar a criança a participar fisicamente em uma atividade interativa, podemos manter a brincadeira, mas modificar o papel da criança na atividade. Ao invés de solicitarmos que ela conte o que aconteceu hoje na escola, explicamos e mostramos a ela que ela pode tocar em diferentes figuras para nos mostrar que personagens ela gostaria que desenhássemos. Ainda na área de participação física, podemos pedir que ela pegue objetos ou vista peças de vestuário que poderão ser desenhados dentro da história em quadrinhos da Turma da Mônica.

Se a criança não se interessa por desenhar histórias em quadrinhos naquele momento, podemos manter a mesma estrutura da brincadeira e oferecer uma ação motivadora diferente, como por exemplo, dar voltas pelo quarto dentro de uma caixa ou dentro de um cobertor/lycra para “viajar” para diferentes lugares, onde a criança e o adulto poderão contar e representar histórias com os personagens da Turma da Mônica, enfatizando alguma coisa que aconteceu com os personagens em cada determinado lugar.

Quer aprender a criar Atividades Interativas e a utilizar a Tabela de Habilidades da Inspirados pelo Autismo para acompanhar o desenvolvimento de crianças, adolescentes e adultos com autismo? Participe de nossos cursos!

Quais são as brincadeiras prediletas da criança com autismo com a qual você convive? A criança gosta de desenhar? Experimente a atividade de desenhar uma história em quadrinhos com a criança e conte para gente!

Atividade para educação inclusiva – como ensinar crianças com autismo a identificar vogais

Imitar os Animais

Interesses:

Animais, encenação dos movimentos e sons dos animais, brincadeiras de esconde-esconde e pega-pega.

Metas principais:

Auxiliar no reconhecimento das vogais. Aumentar a participação física da criança na atividade.

Ação motivadora:

Encenação por parte do adulto facilitador dos movimentos e sons dos animais.

Solicitação (o papel da criança):

A criança reconhecer as vogais associadas a cada animal.

Estrutura da atividade:

Observe quais são os animais preferidos da criança e crie apoios visuais contendo a imagem do animal e uma vogal. Logo, teremos cinco imagens de animais diferentes, sendo um animal para cada vogal. Explique para a criança que você poderá encenar vários animais diferentes e mostre a ela as imagens representando cada animal. Coloque as imagens dos animais e suas vogais no chão – para tornar a atividade mais atrativa, use imagens coloridas dos animais e destaque as letras em cada folha.

Após encenar os animais para a criança por algum tempo, o adulto mostrará para a criança que, pisando em cada imagem no chão, um animal diferente aparece. O adulto pode mostrar que, por exemplo, ao pisar na imagem com a letra “E” e o desenho de um elefante, um engraçado elefante será encenado pelo adulto.

O adulto poderá utilizar máscaras, fantasias ou fantoches para tornar a interação com a criança mais divertida. O adulto poderá também fazer suspense ou sons onomatopaicos diferentes durante a encenação de cada animal.

Quando a criança estiver altamente conectada, demonstrando este interesse através de olhares, sorrisos, gestos, sons ou palavras, o adulto poderá fazer uma pausa e pedir que ela pise sobre uma das letras/imagens para que o respectivo animal seja encenado (por exemplo: “Vamos pisar na letra ‘E’ e o elefante vai chegar!”).

Ao longo dos ciclos da atividade, após solicitar que a criança pule numa determinada imagem/letra e encenar o animal correspondente, o adulto poderá ir em direção à criança de forma descontraída, iniciando uma brincadeira de esconde-esconde ou pega-pega.

Variações:

Podemos ajustar o grau do desafio desta atividade quando a criança já identificar as vogais com facilidade inserindo o uso de um dado para sortear a vogal que deverá ser pisada pela criança (por exemplo, o adulto poderá criar um dado com uma caixa de papel em que cada face é uma determinada letra). Após o sorteio com o dado, o adulto poderá estimular que a criança fale a vogal em voz alta e pise na imagem colocada no chão, para que o adulto então encene o animal correspondente.

Para ajudar a criança a manter-se motivada durante a interação e prolongar o tempo de duração da atividade, podemos proporcionar variações na ação motivadora, oferecendo brincadeiras de cócegas, brincadeiras com pulos ou giros após a encenação de cada animal. O adulto poderá também cantar músicas relacionadas a cada animal com a criança, em vez de apenas encenar o animal da vez.

Caso a criança não se interesse por animais ou pela encenação dos animais, podemos manter a estrutura da atividade original e modificar o tema, seguindo os interesses e motivações atuais da criança. Em vez de animais, cada letra pode estar associada a diferentes personagens de filmes e desenhos, ou a meios de transporte, que serão representados pelo adulto.

Se a criança se interessa por animais ou pela encenação dos animais, mas desejamos trabalhar uma meta diferente da identificação das vogais, como, por exemplo, o aumento do período de atenção compartilhada ou o pensamento simbólico, nós podemos manter a brincadeira, mas modificar o papel da criança na atividade. Além de solicitarmos que a criança pule sobre cada imagem/letra correspondente a um animal, o adulto e a criança podem criar juntos uma história sobre cada animal, podem encenar juntos um pequeno teatro sobre o animal ou ainda fazer desenhos (ou sequências de desenhos) sobre cada animal.

Conheça outras atividades interativas em nosso site para ajudar crianças, adolescentes e adultos com autismo a desenvolver as suas habilidades sociais!

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Sistema sensorial de pessoas com autismo

Como os estímulos do ambiente afetam as pessoas com autismo

Sistema sensorial de pessoas com autismo

Autismo é a denominação dada a um conjunto de características derivadas de um desenvolvimento neurobiológico atípico. Na atualidade, o autismo é referido como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), termo que descreve um complexo grupo de transtornos de desenvolvimento caracterizado por dificuldades na interação social, comunicação e comportamento. Características do autismo incluem alterações no desenvolvimento de habilidades sociais e de comunicação, interesses restritos e comportamentos repetitivos.

O Espectro do Autismo é uma nomenclatura que indica uma ampla variação na sintomatologia e graus de dificuldades ou habilidades. Como as características das pessoas no Espectro do Autismo podem variar amplamente, comportamentos relacionados ao autismo nem sempre são compreendidos adequadamente.

O processamento sensorial das pessoas com diagnósticos do espectro do autismo pode ser diferenciado, e é comum notarmos, entre outras características, o aumento da sensibilidade ou a diminuição da sensibilidade a determinados estímulos, o que no campo da Terapia Ocupacional é chamado de “hipersensibilidade” ou “hipossensibilidade”. Muitas pessoas no espectro também apresentam dificuldade para filtrar os estímulos sensoriais, descartar o que for irrelevante e organizar o que for relevante, e podem sentir-se sobrecarregadas.

O aumento ou a diminuição da sensibilidade, somados a uma dificuldade na filtragem e organização dos estímulos, podem representar desafios sensoriais com impactos consideráveis para o bem-estar das pessoas com diagnósticos do espectro do autismo em seu dia a dia. Assim, alguns ambientes considerados confortáveis para outros indivíduos podem ser extremamente desafiadores para as pessoas que apresentam o transtorno.

Para que você possa compreender como os estímulos do ambiente afetam as pessoas com autismo, convidamos você a experimentar as sensações provocadas pelos vídeos abaixo. A seleção dos vídeos foi feita a partir do site Mashable e de pesquisas no Youtube. As explicações sobre cada vídeo foram traduzidas do site Mashable e do Youtube:

Vídeo 1 – Tomando um café

A ida à uma cafeteria é concebida sob o ponto de vista de Carly Fleischmann, uma adolescente com autismo.
Baseado em um trecho do livro de Carly (Breaking through Autism, ou, em Português, Rompendo com o Autismo), o vídeo mostra porque para alguém com diagnóstico do espectro do autismo ir para um café pode acabar se transformando em uma situação muito desafiadora. O vídeo está na Língua Inglesa e contém legendas em Português.

Vídeo 2 – Transitando pela cidade

O filme de animação busca reproduzir as sensações experimentadas por uma pessoa com autismo durante um bombardeio sensorial.

Vídeo 3 – Brincando no parquinho

Neste vídeo, é possível navegar através de um parque infantil na perspectiva de uma criança com autismo que demonstra hipersensibilidade auditiva. A proximidade com outras crianças provoca uma sobrecarga sensorial para o espectador, impactando funções cognitivas. Este impacto é representado como ruído visual e desfocagem, bem como a distorção de áudio. Pessoas que já assistiram ao vídeo descreveram a experiência como algo visceral, perspicaz e convincente. O vídeo está na Língua Inglesa.

Vídeo 4 – Assistindo a um filme

Uma garota tenta explicar como uma pessoa com autismo se sente. Ela usa uma cena do filme Transformers e distorce o som e a imagem para simular uma sobrecarga sensorial vivenciada pelas pessoas com autismo. O vídeo está na Língua Inglesa.

Vídeo 5 – Andando na rua

Nesta simulação é possível sentir a diferença entre andar em uma calçada como uma pessoa neurotípica e como uma pessoa com autismo. O espectador do vídeo poderá notar que os sons vão se ampliando e que a iluminação fica mais brilhante, tornando o percurso mais confuso. O vídeo está na Língua Inglesa.

Vídeo 6 – Em casa com a família

O vídeo produzido pela organização britânica National Autistic Society mostra ao longo de 60 segundos como um adolescente com autismo percebe o ambiente ao seu redor, e como estímulos sensoriais domésticos impactam a sua percepção e as suas sensações.

Você já passou por uma experiência em que os estímulos do ambiente afetaram as pessoas com autismo próximas a você? Deixe seu comentário e compartilhe sua experiência com outros pais e profissionais.

Nos Cursos da Inspirados pelo Autismo temos dinâmicas práticas especiais que possibilitam experimentar ainda mais as possíveis sensações vivenciadas pelas pessoas com autismo.

Nos colocando no lugar das pessoas com autismo, alteramos nosso olhar e nossa compreensão sobre os comportamentos e enxergamos novas formas para lidarmos com os desafios do ambiente e propiciarmos um dia a dia mais confortável às pessoas com autismo com as quais convivemos.

A Inspirados pelo Autismo oferece também uma série de livros que podem ajudar você a compreender melhor a pessoa com autismo e, assim, poder ajudá-la em casa, na escola ou no espaço clínico. Veja: http://www.inspiradospeloautismo.com.br/livros/

menino com autismo se emociona em show do coldpay

Menino com autismo divide momentos de emoção com os pais em show do Coldplay

O pai do garoto, Luis Vazquez, realizou menino com autismo se emocionauma filmagem emocionante da família durante o show da banda britânica Coldplay na Cidade do México.

Em meio à multidão de fans da banda, pai e filho compartilharam momentos íntimos de muita emoção, especialmente quando a banda tocou a música predileta do menino, “Fix You”. O menino balançou os ombros, cantou trechos da música e ganhou abraços e afagos do pai.

Luis Vazquez divulgou o vídeo na internet com os dizeres: “Algo que minha esposa e eu decidimos compartilhar com o mundo todo”.

O vídeo já atingiu mais de 1 milhão de visualizações pelo Youtube e foi amplamente compartilhado pelas redes sociais mundo afora.

O incrível vídeo chegou até os músicos da banda Coldplay, que postaram em sua página oficial uma carinhosa mensagem à família: “Esse tipo de coisa faz tudo valer a pena. Olá Luis e seu lindo filho!”

Assista ao vídeo de Luis e sua família e acompanhe os momentos de emoção do pequeno garoto:

Você já compartilhou momentos de emoção com sua criança com autismo? Conte para nós!

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Como ajudar crianças com autismo a fazer uma viagem

Algumas crianças com características do espectro do autismo apresentam dificuldades para dormir na residência de parentes ou de amigos, ou então em hotéis durante as viagens de família nas férias. Então, como ajudar crianças com autismo a fazer uma viagem?

Como uma preparação para dormir em outros locais nas viagens, você pode tentar ajudar a sua criança com autismo a dormir esporadicamente em um quarto ou sala diferente, mas em sua própria casa, levando para o ambiente objetos relacionados ao quarto de dormir e reproduzindo as mesmas atividades da rotina de vocês na hora de dormir.

Por exemplo, cantar as mesmas canções de ninar, contar as histórias favoritas, fazer carinhos e massagens, colocar as mesmas músicas para tocar, manter uma luminosidade parecida, utilizar os lençóis, o travesseiro e os bonecos de costume.

Caso você tenha algum parente ou amigo próximo residente na sua própria cidade e visite essa pessoa com frequência, especialmente alguém com quem sua criança sinta-se confortável, o passo seguinte poderia ser a sua criança com autismo e sua família tentarem dormir na casa dessa pessoa aplicando as mesmas dicas acima.

Quando você fosse então viajar, você poderia levar objetos relacionados ao quarto ou ao momento de dormir na viagem e reproduzir as atividades da rotina de sono habitual, para que a sua criança se sentisse mais confortável e familiarizada com o ambiente.

Você poderia também explicar com apoios visuais (calendários, fotos ou vídeos) antecipadamente sobre a viagem, adotando uma postura amorosa e persistente, e acreditando na capacidade de a criança vir a compreender cada vez mais essas situações.

Procure servir como modelo social, comemorando divertidamente a chegada no novo local e mostrando que pode ser legal dormir num quarto e numa cama diferentes (você e outros membros da família podem encenar essa situação social ao chegarem no novo quarto).

Algumas crianças sentem-se mais confortáveis também se a alimentação durante a viagem mantém-se similar à alimentação oferecida em casa, então alguns pais utilizam a estratégia de carregar consigo alimentos da rotina da criança durante a viagem.

Você tem ajudado crianças com autismo a viajar? Compartilhe as suas experiências e dicas conosco! Ajude pais e profissionais a preparar as crianças com autismo para as viagens compartilhando o nosso post pelas redes sociais (basta clicar nos ícones abaixo).

Participe de um de nossos cursos sobre como promover o bem-estar e o desenvolvimento de pessoas com autismo.

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Descontos por participante:

Turma 1 – São Paulo – 17 a 20 de setembro

Investimento por participante:
1º lote: R$1428 até o dia 10/07/20 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/08/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 08/09/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 08 de setembro de 2020 (terça-feira).

Descontos em mais de um curso: Quem se inscrever em 2 cursos, também tem o desconto de 5% somado ao desconto por prazo de inscrição. Quem se inscrever em 3 ou mais cursos tem o desconto de 10% somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral dos cursos. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras.

Descontos para grupos: Inscrições para grupos de 2 pessoas têm mais 5% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição, e inscrições para grupos de 3 ou mais pessoas têm mais 10% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral do curso. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras se apenas uma pessoa fizer a inscrição para todos. Para que cada membro do grupo possa fazer o pagamento da inscrição separadamente, mas com o desconto de grupo, entre em contato conosco por email.

Descontos por participante:

Turma 1 – São Paulo – 19 a 22 de março

1º lote: R$1428 até o dia 20/12/19 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/02/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 10/03/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 10 de março de 2020 (terça-feira).

Turma 2 – São Paulo – 13 a 16 de agosto

Investimento por participante:
1º lote: R$1428 até o dia 10/06/20 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/07/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 04/08/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 04 de agosto de 2020 (terça-feira).

Descontos em mais de um curso: Quem se inscrever em 2 cursos, também tem o desconto de 5% somado ao desconto por prazo de inscrição. Quem se inscrever em 3 ou mais cursos tem o desconto de 10% somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral dos cursos. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras.

Descontos para grupos: Inscrições para grupos de 2 pessoas têm mais 5% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição, e inscrições para grupos de 3 ou mais pessoas têm mais 10% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral do curso. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras se apenas uma pessoa fizer a inscrição para todos. Para que cada membro do grupo possa fazer o pagamento da inscrição separadamente, mas com o desconto de grupo, entre em contato conosco por email.