Menu

asperger

Autismo e educação inclusiva de qualidade (1)

Educação inclusiva pública de qualidade para crianças com autismo em Maringá-PR

profissionais especializados em autismo em MaringáNo segundo semestre de 2017, três profissionais da cidade de Maringá/PR, participaram de cursos ministrados pela equipe da Inspirados pelo Autismo em São Paulo/SP. Elas queriam aprofundar seus conhecimentos relativos a características de pessoas no espectro do autismo e particularidades da educação inclusiva para estudantes com autismo. Tivemos então o privilégio de conhecer o trabalho inspirador e com ótimos resultados que vem sendo desenvolvido por estas profissionais e seus colegas na Educação Inclusiva da rede pública de ensino de Maringá.

O CEMAECentro Municipal de Apoio Especializado, vinculado à SEDUC – Secretaria de Educação de Maringá, nasceu em 2014 inicialmente com o objetivo de oferecer atendimento especializado a crianças com dificuldades de aprendizagem na rede municipal escolar. Atualmente atende também alunos com deficiência, atrasos de linguagem e realiza orientações aos familiares e professores, contemplando ainda a equipe multidisciplinar que atende o aluno fora do contexto, entre eles neurologista, psicóloga clínica, terapeuta ocupacional.  O CEMAE oferece atendimento clínico nas áreas de fonoaudiologia, nutrição e psicopedagogia. Fornece também assessoria pedagógica e formação continuada para professores de apoio em sala de aula, para os professores de educação especial das salas de recursos multifuncionais e para os orientadores educacionais de toda a rede municipal, formada por 114 unidades escolares.

O orientador educacional que está presente em cada unidade escolar participa dos cursos de formação continuada oferecidos pelo CEMAE. Entre os temas da formação estão questões ligadas à Educação Especial, Adaptação Curricular, Estimulação Essencial, características de estudantes com diagnósticos do espectro do autismo, Síndrome de Down, paralisia cerebral e outros. A professora pedagoga, mestre e doutoranda em Educação Fernanda Carvalho Polonio Rosa ministra os cursos de formação e explica que “os profissionais recebem orientações gerais, por exemplo, sobre adaptação curricular e também são instrumentalizados em como atender as especificidades de cada estudante, respeitando suas singularidades”. Além dos cursos de formação, os orientadores educacionais recebem suporte da assessoria do CEMAE no decorrer de todo ano escolar.

Com o objetivo de trabalhar na prevenção de dificuldades que poderiam se agravar no futuro, os orientadores educacionais, em conjunto com o CEMAE, realizam avaliações e verificam as necessidades específicas de aprendizagem das crianças. Antes mesmo de a criança ter um diagnóstico fechado, caso ela apresente indicadores de atrasos de aprendizagem, é encaminhada para a Estimulação Essencial nas escolas e/ou Estimulação de Linguagem no CEMAE. A avaliação e triagem das crianças são realizadas pelas psicólogas da Educação Infantil. A psicóloga e mestre em Educação Edna Salete Radigonda Delalibera explica a relevância desse trabalho “de não apenas oferecer o atendimento especializado à criança com deficiência, mas trabalhar no sentido preventivo evitando maiores comprometimentos, considerando a plasticidade cerebral”.

O profissional responsável pela Estimulação Essencial é um pedagogo com especialização em Educação Especial e ou Psicopedagogia. O atendimento de Estimulação Essencial é ofertado no contraturno escolar na sala de recursos multifuncionais de cada escola. A abordagem utilizada na Estimulação Essencial é interacionista, foca nas relações sociais, motivadoras e lúdicas para a promoção do desenvolvimento. Paula Bacaro, Pedagoga, mestre e doutoranda em educação, responsável pelo CEMAE e Gerente da Educação Especial e Apoio Pedagógico Interdisciplinar da SEDUC relata que esta Estimulação Essencial tem apresentado ótimos resultados: “Algumas de nossas crianças que iniciaram a Estimulação Essencial anos atrás por conta de indicadores de atraso no desenvolvimento, já chegaram no Ensino Fundamental 1 com melhor desenvolvimento nos diferentes aspectos”. Os resultados positivos serão multiplicados, pois ainda em 2018, serão implantadas mais nove salas de Estimulação Essencial nos Centros Municipais de Educação Infantil.

Mais um elemento tem se mostrado fundamental na educação inclusiva pública de Maringá: o professor de apoio. Garantido por lei estadual, os estudantes com diagnósticos do espectro do autismo e deficiência neuromotora têm o direito de terem um profissional de apoio especializado em sala de aula para trabalhar em parceria com os professores regentes. Na rede municipal de Maringá, as salas de aula com crianças com os diagnósticos mencionados acima, têm um professor de apoio. Na perspectiva de que esse profissional deve ter especialização para a função a ser exercida, a Secretaria da Educação de Maringá realiza concursos específicos para o cargo de Professor de Apoio exigindo que o profissional seja um pedagogo com especialização em Educação Especial. No exercício de sua função, o CEMAE promove cursos de formação continuada específicos para os professores de apoio em grupos relativos a cada diagnóstico ou ao conjunto de características das crianças atendidas. Os professores de apoio que trabalham com crianças com autismo participam de cursos diretamente relacionados ao estágio de desenvolvimento das habilidades cognitivas, motoras, sensoriais e de comunicação.

Bacaro realça que “todas essas ações se devem a uma gestão pública humanizada que valoriza a Educação Inclusiva dando o suporte necessário ao trabalho realizado pelo CEMAE”. A pedagoga também informa que o CEMAE realiza atividades articuladas com a rede de serviços municipal que inclui SASC, CRAS, CREAS, CAPSI, UBS, Conselhos Municipais, Conselho Tutelar e Escolas na modalidade da Educação Especial.

O excelente trabalho de educação desenvolvido em Maringá traz luz e soluções à questão da acessibilidade ao processo de ensino-aprendizagem coletivo, demonstrando que é possível uma educação pública realmente inclusiva e de alta qualidade em nosso país.

Para entrar em contato com o CEMAE – SEDUC de Maringá, envie um email para seduc_cemae@maringa.pr.gov.br

Você conhece mais projetos de educação inclusiva pelo país que estão beneficiando nossos estudantes? Conte para nós nos comentários abaixo.

Participe de nosso curso de Educação Inclusiva para Pessoas com Autismo que acontecerá em São Paulo/SP no mês de setembro de 2019. As inscrições antecipadas têm um desconto de 15%. E inscrições feitas por um grupo ou em mais de um curso têm mais descontos ainda. 

Pesquisa comprova que participação dos pais é essencial para a linguagem de crianças com autismo

Os pais podem ajudar a criança com autismo a se comunicar mais

A ideia de levar o seu filho ao consultório do fonoaudiólogo ou ao profissional especializado na promoção das habilidades de comunicação de pessoas com autismo e esperar do lado de fora, sem saber o que se passa na sessão, apenas torcendo para que o profissional tenha sucesso, faz parte do passado. Estudos das últimas duas décadas têm comprovado a eficácia de uma intervenção precoce e da parceria entre profissionais e familiares de crianças com autismo na promoção do desenvolvimento. Os pais são hoje uma figura-chave no programa de desenvolvimento da criança.

A aprendizagem no dia a dia

Na primeira infância, as crianças com desenvolvimento típico e atípico adquirem suas habilidades no dia a dia, nas interações prazerosas com os pais, nas brincadeiras divertidas com os familiares, na hora do banho, na hora das refeições, na historinha que é contada na hora de dormir, nas canções que são entoadas pela família, no programa de TV que é assistido junto com os familiares, nos passeios ao parque, praia, pracinha da cidade. Todos esses momentos se apresentam como oportunidades para o crescimento e desenvolvimento. Por que investir somente nas poucas horas de semana que a criança tem com o terapeuta e não aproveitar esses momentos com os familiares?

Muitos pais têm o receio de “atrapalhar” o desenvolvimento da criança com diagnóstico do autismo e preferem então “não interferir” ou “não participar” no tratamento proposto pelos profissionais da criança. Mas as pesquisas mostram que, com o treinamento oferecido por profissionais, os pais podem ser grandes promotores do desenvolvimento de habilidades e do bem-estar de seus filhos. Pais e profissionais podem colaborar com ótimos resultados!

A pesquisa sobre intervenções de linguagem aplicadas por pais

Uma meta-análise(1) – estudo de outros estudos – publicada no American Journal of Speech-Language Pathology compilou e avaliou os dados de 18 estudos de intervenções de linguagem aplicadas por pais de crianças entre 18 e 60 meses com dificuldades de comunicação, inclusive crianças com diagnósticos do espectro do autismo.

Em todos os estudos avaliados por Megan Roberts e Ann Kaiser, pesquisadoras da Vanderbuilt University, os pais receberam treinamento de profissionais sobre como aplicar estratégias específicas para a promoção do desenvolvimento da linguagem de suas crianças. As crianças nos grupos de controle não participaram de terapia; participaram apenas de terapia com profissionais de linguagem; ou receberam outros tipos de serviço da comunidade.

Os resultados da meta-análise indicam que as intervenções de linguagem aplicadas por pais são uma abordagem eficaz para as intervenções precoces de linguagem dirigidas a crianças com atraso no desenvolvimento da linguagem.

Estratégias utilizadas pelos pais

A pesquisa cita algumas das principais estratégias que foram ensinadas para os pais e aplicadas por eles com suas crianças nas interações e brincadeiras diárias:

responsividade (responder às tentativas de comunicação mostrando para criança que sua comunicação é válida e útil);
imitação (imitar os gestos, sons, palavras e brincadeiras da criança);
promoção de mais turnos comunicativos das crianças (alimentar a comunicação/conversa com contribuições interessantes para a criança);
modelagem de palavras e sentenças (dar um exemplo claro de que palavra ou sentença a criança poderia usar na situação para comunicar a mensagem);
expansão de linguagem baseada nos interesses da criança (falar/brincar sobre tópicos do interesse da criança);
preparação ambiental (manipular o ambiente de forma a incentivar a comunicação, por exemplo: se a criança gosta de blocos de montar, os pais podem dar alguns blocos para a criança, deixar o restante numa prateleira fora do alcance, porém à vista, aguardar a criança pedir mais e prontamente dar mais blocos a ela respondendo à comunicação);
pausas (oferecer uma ação motivadora para a criança e pausar, por exemplo: fazer cócegas, pausar e aguardar a criança comunicar que quer mais);
solicitação de fala (quando a criança claramente quer algo os pais podem pedir que ela fale o que deseja. Podem inclusive modelar a fala para a criança);
reforços naturais (gratificações intrinsecamente ligadas à comunicação, por exemplo: a criança pede para a mãe abrir um pote transparente, a mãe abre e a criança pega de dentro do pote um de seus brinquedos favoritos);
dicas gestuais/visuais (por exemplo: gestos dos pais na direção do objeto de desejo da criança; símbolos, figuras ou palavras escritas que representam o objeto ou ação desejada pela criança).

Resultados

As estratégias utilizadas pelos pais levaram ao aprimoramento das seguintes habilidades de comunicação das crianças:
comunicação receptiva (o quanto a criança compreende o que os outros comunicam);
comunicação expressiva verbal e não-verbal (como a criança fala, gesticula e usa expressões faciais para se comunicar);
frequência de comunicação;
vocabulário;
gramática.

Os pais apresentaram a mesma eficácia que os profissionais especializados em linguagem na promoção do desenvolvimento das habilidades citadas acima. E a eficácia dos pais foi ainda maior que a dos profissionais para auxiliar suas crianças a desenvolver a comunicação receptiva e a gramática!

Recomendações do estudo

No final do artigo, o estudo oferece algumas recomendações baseadas nos resultados obtidos:
as intervenções devem focar em interações sociais comunicativas entre pais e crianças;
• os pais devem receber treinamento para aumentar a utilização de formas linguísticas específicas através de modelagens e expansões da linguagem da criança;
• os pais devem receber treinamento em casa nas suas rotinas diárias;
• intervenções aplicadas por pais podem ser eficazes para crianças com vários níveis de habilidades intelectuais e de linguagem;
• o treinamento dos pais por parte de profissionais cerca de uma vez por semana pode promover o desenvolvimento de linguagem das crianças.

Parceria entre profissionais e pais

A Inspirados pelo Autismo investe no treinamento de pais como chave para a promoção do desenvolvimento e do bem-estar de pessoas com diagnósticos do espectro do autismo. Os pais podem ser uma poderosa fonte de apoio para as crianças. Os pais já nutrem um amor incondicional por seus filhos e os conhecem como ninguém. Se oferecemos as ferramentas para que os pais aproveitem ao máximo as oportunidades de aprendizagem presentes no dia a dia com seus filhos, nossas crianças podem vivenciar uma aceleração no desenvolvimento de habilidades sociais, emocionais, cognitivas e motoras. Nos quase 20 anos de experiência de nossa equipe, temos visto a imensa diferença que os pais podem fazer na vida de suas crianças.

Vamos nos unir, pais e profissionais, para inspirarmos juntos nossas crianças a se desenvolver e a crescer felizes!

Criança com autismo brincando - tratamento para o autismoPara conhecer mais sobre a metodologia de trabalho da Inspirados pelo Autismo, visite as seguintes página de nosso site:
Abordagem da Inspirados pelo Autismo, que fala sobre os pilares da metodologia;
Atividades interativas para pessoas com autismo, que contém diversos exemplos de brincadeiras que utilizamos para auxiliar nossas crianças a aprender de forma divertida;
Atividades de vida diária para pessoas com autismo, com exemplos de atividades para o desenvolvimento no dia a dia.

Nossos cursos oferecem estratégias para uma parceria eficaz entre pais e profissionais de saúde e de educação nos 4 Módulos disponíveis. Veja o conteúdo dos cursos para saber como cada curso pode ajudar você, familiar ou profissional:
Módulo 1 – Autismo, interação prazerosa e aprendizagem
Módulo Escola – Educação inclusiva para pessoas com autismo
Módulo 2 – Coordenando um programa de desenvolvimento
Módulo 3 – Metas e atividades interativas para o desenvolvimento de habilidades

Referências

(1)Roberts, M., & Kaiser, A. (2011). The Effectiveness of Parent-Implemented Language Intervention: A Meta- Analysis. American Journal of Speech-Language Pathology, 20, 180-199.

 

Revista americana Time publica estudo sobre o diagnóstico do autismo

Ao longo dos últimos anos nos EUA, as estatísticas têm apontado para um número crescente de pessoas diagnosticadas com autismo. Mas, apesar do crescente número de diagnósticos, tanto nos EUA como em muitos outros países, os motivos que levam a esse aumento na quantidade de crianças diagnosticadas ainda não estão claros e vêm sendo debatidos pela comunidade científica internacional.

Há cientistas que alegam que fatores ambientais têm ocasionado o surgimento de mutações genéticas raras, elevando o surgimento dos casos de autismo no mundo. Outros cientistas apontam que o aumento no número de crianças com autismo sendo diagnosticadas teria relação com aumento da idade dos seus pais. E existem ainda aqueles que acreditam que a emergência de um crescente número de casos do autismo deve-se, simplesmente, ao fato de que a comunidade médica tem tido mais facilidade em diagnosticar o transtorno. Em consonância com esta terceira via de pensamento, a Revista Time publica estudo sobre o diagnóstico do autismo e divulga uma pesquisa recente apresentada no periódico científico JAMA Pediatrics, que reforça a tese de que o aumento do número de casos de autismo deve-se em parte às mudanças no processo de diagnóstico.

No estudo mencionado na reportagem da Time, 677.915 crianças dinamarquesas nascidas entre 1980 e 1991 foram acompanhadas e monitoradas por pesquisadores até obterem o diagnóstico de autismo – as que não obtiveram o diagnóstico foram acompanhadas até o final do estudo, que encerrou-se em dezembro de 2011. Os pesquisadores atentaram-se às mudanças que ocorreram antes e depois de 1994, já que, neste ano, a Dinamarca alterou os critérios para diagnósticos psiquiátricos e o autismo passou a ser percebido como um espectro de transtornos. Os resultados obtidos pelos pesquisadores indicaram que um número maior de crianças foi diagnosticado com autismo a partir de 1995 e, então, a equipe estimou que 60% do aumento no número de casos de autismo diagnosticados naquele país pode ser atribuído às mudanças nos critérios do diagnóstico que foram lá implementadas.

De acordo com a Revista Time, embora as conclusões do estudo refiram-se à Dinamarca, nos EUA, assim como em outros países, mudanças similares nos critérios de diagnóstico também aconteceram nos últimos anos. A reportagem menciona que em maio de 2013 a Associação Americana de Psiquiatria divulgou novos critérios para o diagnóstico do autismo através de uma reformulação no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5). Segundo as diretrizes anteriores estabelecidas no Manual, as crianças analisadas deveriam atender seis dos doze critérios listados para poderem ser diagnosticadas com o autismo (ou com a Síndrome de Asperger). Atualmente, o mesmo Manual estabelece que os distúrbios devem ser enquadrados em uma categoria única (que passou a ser denominada “transtornos do espectro do autismo”), sendo que os critérios necessários ao diagnóstico tornaram-se mais específicos. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), nos EUA, estima que cerca de uma em 68 crianças norte-americanas está no espectro do autismo, o que é 30% maior do que as estimativas feitas pelo órgão em 2012. Stefan Hansen, da Universidade de Aarhus na Dinamarca (e autor do estudo recentemente publicado) afirma que este aumento pode relacionar-se com uma maior consciência pública acerca do autismo. Para Stefan, o fato de as pessoas se tornarem mais conscientes sobre o termo autismo ao longo do tempo faz com que os pais acabem levando os seus filhos para serem examinados com mais frequência.

A comunidade científica concorda que mais pesquisas são necessárias para entender como outros fatores podem estar contribuindo para o aumento dos casos de autismo diagnosticados em todo o mundo. O CDC fez um anúncio recente de que, ao longo dos próximos quatro anos, serão investidos mais de US $ 20 milhões para acompanhar a prevalência do transtorno do espectro do autismo entre as crianças nos EUA. A reportagem menciona que, com um acompanhamento melhor da prevalência do autismo, a esperança é que a comunidade científica e as famílias afetadas possam compreender cada vez mais o surgimento do transtorno.

Leia mais artigos sobre o autismo publicados na Revista Time acessando a página da publicação na internet (na Língua Inglesa). Você também pode saber mais sobre o autismo e sobre os tratamentos para o autismo em nosso site. Participe dos nossos cursos e saiba como ajudar sua criança, adolescente ou adulto com autismo a desenvolver suas habilidades sociais.

Compartilhe o novo estudo sobre o diagnóstico do autismo através das suas redes sociais clicando nos ícones abaixo. Envie também os seus comentários sobre o nosso artigo aqui no blog, deixando sua mensagem no campo a seguir.

Desenvolvimento social na inclusão escolar de crianças com autismo

O último semestre do ano letivo começou há alguns dias. Sabemos que parte significativa de nossas crianças e adolescentes com autismo está frequentando a escola, muitas vezes em um esforço paralelo ao programa domiciliar responsivo. Para pais e alunos, é hora de retomar a rotina escolar. Para os professores, é o momento de reencontrar as turmas.

Para que todos possam seguir em frente com energia, empolgação e entusiasmo, gostaríamos de compartilhar com vocês uma matéria que apresenta os resultados de um estudo conduzido pela Universidade de São Paulo (USP), sobre inclusão escolar de crianças com autismo.

A matéria discute os resultados da pesquisa Autismo e escola: perspectiva de pais e professores, realizada pela fonoaudióloga Ana Gabriela Lopes Pimentel. Entre as conclusões da pesquisa, destaca-se o desenvolvimento social como um dos principais benefícios dos projetos de inclusão escolar de crianças com autismo. Segundo a autora, melhorias na comunicação e na interação social são avanços alcançados pelos alunos com autismo e relatados pelos profissionais da escola.

Leia a matéria completa publicada no site da USP.

Quer saber mais sobre como se preparar para a retomada das aulas?

Acesse o nosso artigo sobre Estilo Responsivo e Inclusão Escolar. Temos recomendações valiosas sobre a preparação do aluno e sobre como desenvolver um trabalho conjunto entre pais, equipe multidisciplinar e escola. Explicamos também como fazer para conciliar um programa domiciliar responsivo com a inclusão escolar de crianças com autismo.

Leu o artigo e quer se aprofundar mais?

Está chegando também a nossa primeira Oficina sobre Criação de Atividades e Inclusão Escolar. Conheça a programação do evento e veja como ele poderá lhe ajudar no dia a dia de sua criança na escola.

Como ajudar uma criança com autismo a utilizar o vaso sanitário

Quanto à meta de utilização do vaso sanitário, recomendamos que, se for uma criança, o facilitador encoraje a criança com autismo a utilizar o vaso sanitário através de estímulos divertidos, convites animados, brincadeiras que contribuam para a conscientização da possibilidade de se fazer xixi no penico ou vaso, e de como esta possibilidade pode ser divertida para a criança (ex: teatrinhos com fantoches utilizando o banheiro, músicas favoritas com a letra adaptada para o tema, desenhos, decorações próximas ao vaso, livros e conversas),dando bastante controle para a criança utilizar o banheiro quando quiser, se quiser.

De maneira geral, quando os pais querem ajudar a criança a utilizar o vaso, costumamos recomendar que tirem as fraldas da criança durante o dia quando a criança for permanecer em casa, em local fácil de se limpar episódios de xixi e cocô nas calças e no chão. O melhor lugar para se fazer isso costuma ser o quarto de brincar/interagir, pois acompanhamos a criança durante todas as sessões, e ficamos atentos para os sinais precursores de que a criança está para fazer xixi ou cocô, podendo então convidá-la para o penico ou vaso antes que isso ocorra. Cada vez que a criança faz xixi ou cocô na roupa ou no chão, limpamos sem demonstrar nenhuma reprovação, bronca ou emoção intensa, para não alimentar este ato da criança com uma atitude que pode ser interessante para ela. Explicamos que precisamos parar de brincar um pouco para limpar o xixi e o fazemos tranquilamente. Ao mesmo tempo, incentivamos a criança a fazer no vaso na próxima vez. Por último, e muito importante, comemoramos cada vez que a criança se aproxima ou chega a utilizar o penico ou vaso, fazendo muita festa mesmo para encorajá-la a repetir este ato em outras ocasiões.

Recomendamos também o uso de modelagem (que o pai e/ou mãe contem para a criança que eles também utilizam o banheiro e, se possível, que “mostrem” o vaso sanitário sendo utilizado por eles mesmos ou por irmãozinhos da criança).

Para algumas pessoas, o penico ou vaso de acampamento (“camping potty” – apresenta um bom tamanho para adultos e possui um reservatório selado embaixo) funcionam melhor que o vaso sanitário convencional, seja por estarem no próprio quarto de brincar/interagir, pelo tamanho ou pelo fato de não terem água no fundo.

Com os adolescentes e adultos com autismo, tentamos utilizar as mesmas estratégias, mas conversamos mais com a pessoa sobre as razões higiênicas para a utilização do vaso e até sobre as regras sociais relativas ao fato, e adaptamos tanto a conversa quanto as atividades estimuladoras ao estágio de desenvolvimento social/cognitivo da pessoa e suas diferentes motivações.

Convidamos nossos leitores a deixar suas dicas e experiências sobre esse assunto nos comentários abaixo com o objetivo de ajudar outras pessoas enfrentando esse desafio em casa, na escola ou na clínica.

Save

Como eu posso ajudar o meu filho a completar uma tarefa que é difícil para ele, como vestir-se sozinho?

Podemos começar buscando encontrar um forte e prazeroso motivo para o seu filho querer fazer algo que é um desafio para ele, como vestir-se sozinho. Pense em personagens, músicas e brincadeiras que seu filho gosta e em como usá-las para motivá-lo a realizar a tarefa. Por exemplo, se seu filho gosta do “Bob, o Construtor”, cada vez que ele terminar de vestir a roupa, ou a cada passo realizado para vestir uma peça de roupa, você pode cantar um trecho da música do “Bob, o Construtor” que ele gosta: “Bob, o Construtor/ Podemos consertar/ Bob, o Construtor/ Podemos sim!”. Você também poderia fazer bolhas de sabão, ou um pouco de cócegas, ou ainda massagem em seu filho a cada peça de roupa vestida para motivá-lo durante o processo.

Eu também quebraria a tarefa em pequenas etapas/passos, pedindo para ele fazer somente o último passo da tarefa para que a ação fosse menos intimidadora e para que ele, ao completar o último passo da tarefa, sentisse imediatamente que havia sido bem-sucedido em completar sua tarefa. Por exemplo, podemos começar ajudando-o a vestir uma calça de elástico, uma sandália de velcro e uma camiseta sem botões. Podemos ajudá-lo a passar a cabeça pelo buraco da camiseta e a encontrar as saídas para os braços, convidando-o a finalizar a colocação da camiseta puxando-a para baixo. Cada vez que ele fizesse essa ação de puxar a camiseta, você comemoraria e ofereceria uma ação motivadora como nos exemplos descritos acima (“Bob, o Construtor”, cócegas, etc). Quando ele estivesse consistentemente fazendo este último passo para completar a tarefa de vestir a camiseta, eu pediria que ele passasse a fazer o penúltimo e então o antepenúltimo passo da tarefa. Ou seja, quando ele estivesse puxando a camiseta sozinho, eu pediria para ele tentar colocar um dos braços na manga da camiseta com cada vez menos ajuda minha, e assim por diante. No caso da calça, também o ajudaria no início a encontrar as saídas das pernas, deixando que ele finalizasse a colocação da calça de elástico puxando-a para cima.

O processo de ajudar seu filho a adquirir a habilidade de realizar um passo da tarefa por vez também pode ser feito com a sequência progressiva, pendindo-se que ele faça o primeiro passo da tarefa, e quando isso estiver adquirido, passar a pedir pelo primeiro e o segundo passo, depois o primeiro, segundo e terceiro passo, até que ele esteja se vestindo com autonomia.

Lembre-se de ser o modelo e fazer todos os passos para ele antes de pedir que ele os faça. Quebrando em pequenos passos e associando a tarefa a uma ação prazerosa e a comemorações de cada tentativa, estaríamos tornando o processo de aprendizado mais divertido e acessível para o seu filho.

Veja mais dicas de atividades de vida diária para pessoas com autismo.

O pensamento social como base para o comportamento social

Na edição atualizada e ampliada do livro “Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse”, a autora aprofunda a a discussão do tema da interação social explicando como a pessoa precisa aprender a “pensar socialmente” antes de conseguir comportar-se de acordo com as regras sociais.

Veja a seguir um trecho condensado do capítulo 8 do livro “Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse – Edição atualizada e ampliada”, de Ellen Notbohm, com a tradução de Mirtes Pinheiro.

Vamos ser honestos. Crianças com autismo ou síndrome de Asperger são consideradas “esquisitas” pela sociedade. O sofrimento que isso causa, tanto para a criança como para os pais, faz com que estes sintam uma necessidade imensa de “consertar” essa faceta do filho. Se competência social fosse uma função fisiológica, poderíamos desenvolvê-la com medicamentos, nutrição, exercícios ou fisioterapia. Se as crianças com autismo fossem curiosas, extrovertidas e tivessem motivação para aprender, poderíamos incluir inteligência social no currículo escolar.

Em geral, nossos filhos não são assim, e consciência social não é um conjunto de habilidades concretas que podem ser enumeradas. Regras básicas de boas maneiras (por favor e obrigado; use lenço de papel, e não a manga da blusa; espere a sua vez) podem e devem ser ensinadas, qualquer que seja o nível de função da criança, mas aprender a ficar à vontade entre outras pessoas no corre-corre e com as nuanças do dia a dia é infinitamente mais complexo. As habilidades sociais são o produto final de um organismo intrincado de elementos de desenvolvimento que denominamos “pensamento social”.

Assim como todos nós temos de aprender a andar antes de correr, temos de ensinar nossos filhos a “pensar socialmente” para que eles possam comportar-se de acordo com as regras sociais, com base em compreensão e intenção positiva, e não apenas por repetição mecânica ou medo das consequências. O pensamento social desafia o seu filho a incorporar contexto e perspectiva às suas ações – analisar os aspectos físicos, sociais e temporais do seu ambiente, levar em consideração os pensamentos e pontos de vista alheios; usar a imaginação compartilhada para brincar com um amigo; e compreender que os outros têm pensamentos e reações favoráveis ou nem tão favoráveis a ele, baseados no que ele diz e faz. O pensamento social é a fonte da qual se originam os nossos comportamentos sociais, e essa inteligência socioemocional pode desempenhar um papel mais importante no sucesso do seu filho no longo prazo do que a inteligência cognitiva.

O primeiro passo para ensinar uma criança com autismo a pensar socialmente consiste em deixar de lado qualquer pressuposição de que ela será capaz de adquirir sensibilidade social simplesmente ao observar pessoas que têm habilidades sociais, ou de que, de alguma maneira, um dia ela vai superar a sua inabilidade social. Até agora, o nosso sistema educacional tem baseado seus padrões curriculares na pressuposição incorreta de que todas as crianças nascem com o “cérebro social” intacto, ou seja, as áreas do cérebro responsáveis pelo processamento de informações sociais, e também num suposto desenvolvimento progressivo das habilidades sociais. Não faz sentido, e é totalmente injusto para com a criança, reagir às suas gafes sociais com base em tais pressuposições e, depois, culpar seu autismo quando nossas tentativas de ensiná-la não surtirem efeito. O que nossos filhos precisam é que mudemos nossa postura e comecemos a construir a percepção social deles em suas raízes.

Quando dizemos que queremos que nosso filho aprenda habilidades sociais, na verdade estamos almejando algo mais grandioso. Queremos que ele seja capaz de se ajustar ao mundo que o cerca, que seja independente na escola, no bairro, no trabalho e em seus relacionamentos pessoais. Mais do que seguir um livro de regras, ser social é um estado de ser confiante que se desenvolve quando as habilidades de pensamento social são cuidadosamente cultivadas, desde que a criança é pequenininha:

  • Tomada de perspectiva: ser capaz de enxergar e vivenciar o mundo com base em outros pontos de vista, e não no próprio ponto de vista, e de encarar essas diferentes perspectivas como oportunidades para aprender e crescer.
  • Flexibilidade: ser capaz de lidar com mudanças imprevistas na rotina e nas expectativas, conseguir reconhecer que os erros não são um resultado final, mas sim parte do aprendizado e do crescimento e que as decepções são uma questão de grau.
  • Curiosidade: despertar motivação para pensar no “porquê” das coisas – por que alguma coisa existe, por que sua existência é importante, por que outros se sentem da maneira como se sentem e como isso nos afeta e nos interessa.
  • Autoestima: acreditar nas próprias habilidades para se arriscar a tentar novas coisas, ter respeito e amor-próprio para conseguir compreender que os atos e comentários cruéis e irrefletidos por parte de outras pessoas dizem mais sobre elas mesmas do que sobre você.
  • Visão abrangente: entender que pensamento social e consciência social são parte de tudo o que fazemos, quer estejamos ou não interagindo com outras pessoas. Nós lemos histórias e tentamos imaginar a motivação das personagens e prever o que elas farão em seguida. Repassamos mentalmente algumas situações, imaginando se agimos ou não de forma apropriada em determinada ocasião. O seu filho pode lhe dizer: “Eu não ligo para esse negócio de socializar, sou feliz sozinho”. Talvez ele esteja sendo sincero naquele momento, e muita gente realmente prefere a solidão à socialização. Mas também é verdade que algumas crianças adotam uma atitude de displicência para não sofrer, pois elas realmente se importam, mas não têm o conhecimento, as habilidades e o apoio necessários para superar suas barreiras sociais e, dessa maneira, conseguir alcançar suas metas e realizar seus sonhos.
  • Comunicação: compreender que nós nos comunicamos mesmo quando não estamos falando. Michelle Garcia Winner (2008), que cunhou o termo “pensamento social” e é considerada uma das principais vozes nessa área, descreve quatro etapas da comunicação que se desenrolam numa sequência linear, em milissegundos, em geral inconscientemente:
    1. Nós pensamos a respeito dos pensamentos e sentimentos das outras pessoas, bem como dos nossos próprios.
    2. Estabelecemos uma presença física para que as outras pessoas compreendam a nossa intenção de nos comunicar.
    3. Monitoramos com o olhar como as pessoas estão se sentindo, agindo e reagindo ao que está acontecendo entre nós.
    4. Usamos a linguagem para nos relacionar com os outros.

Você reparou que a linguagem só entra na equação da comunicação como uma última etapa? No entanto, é essa etapa que nós, pais e professores, costumamos enfatizar. Se você ensinar apenas a quarta etapa, sem as outras três, deixará seu filho ou aluno mal-equipado, vulnerável e correndo um grande risco de ser menos eficaz e menos bem-sucedido em sua comunicação social.

Tratar a criança como se ela fosse igual aos seus colegas da mesma idade e com desenvolvimento típico, sem um ensino direto e concreto dos conceitos sociais, não vai produzir habilidades de pensamento social. Sem esse ensinamento direto, seu filho chegará à idade adulta com os mesmos problemas de comunicação social. Ensinar seu filho a pensar socialmente e ser sociável consiste em um mosaico de milhares e milhares de pequeninas oportunidades de aprendizado e embates que, devidamente canalizados, se fundirão numa base de autoconfiança. É preciso que você, na qualidade de pai ou mãe, professor ou guia, seja socialmente consciente 110% do tempo, que decomponha a rede de complexidades sociais e lhe ensine as nuanças sociais que ele tem tanta dificuldade de perceber.

“Com um passo de cada vez, chega-se ao topo da montanha”, diz o velho adágio. Um dos livros infantis favoritos do meu filho Connor contava a história de Sir Edmund Hillary e seu guia xerpa, Tenzing Norgay, os primeiros alpinistas a chegarem ao topo do monte Everest. Nós conversamos sobre a controvérsia levantada ao longo dos anos de que um deles teve de colocar o pé no topo da montanha primeiro. Em meio à especulação de que Tenzing chegou ao topo um ou dois passos à frente de Sir Edmund Hillary, que era mais famoso, Jamling, filho de Tenzing, falou à revista Forbes em 2001: “Eu perguntei isso a ele, que disse: ‘Isso não é importante, Jamling. Nós escalamos a montanha como uma equipe’.” Assim como Hillary, seu filho está fazendo sua primeira escalada. Seja seu xerpa, ajude-o a perceber que a vista ao longo do caminho pode ser espetacular.

O livro “Dez Coisas que Toda Criança com Autismo Gostaria que Você Soubesse – Edição atualizada e ampliada”, de Ellen Notbohm, traduzido para o português, está disponível para venda online em nossa loja virtual.

Dicas para festas para crianças com autismo: o dia da festa

Depois de toda a preparação para a festa, finalmente chegou o grande dia. (Veja nossa página sobre a antecipação e a preparação para festas para crianças com autismo.)

Você poderá criar um quadro visual do dia da festa, com todos os acontecimentos. Por exemplo, você poderá usar imagens da criança tomando banho, colocando a roupa já escolhida, entrando no carro e chegando ao local da festa. Você poderá acrescentar que vocês encontrarão os amigos, tios, primos e avós, que comerão coisas gostosas e que abrirão os presentes (caso a festa em questão seja o aniversário da pessoa com autismo ou o Natal). Use fotos e desenhos que facilitem a compreensão dos episódios.

Sabemos que muitas pessoas com autismo têm diferentes padrões de sensibilidade sensorial, então, lembre-se destas sensibilidades e busque adaptar o máximo quanto possível o ambiente da festa. Tem algum alimento cujo odor ou textura incomoda a criança? Como serão os ruídos? Se for possível, deixe estabelecido um espaço ninho (ou seja, um cômodo na casa onde ocorrerá a festa) que poderá conter menos estímulos sensoriais e ser usado para que a criança descanse ou se acalme, se ela precisar. Você pode levar alguns objetos de conforto, como brinquedos ou quaisquer outras coisas de que a sua criança goste e alocá-los nesse espaço, para que ela tenha um ambiente alternativo ao da festa. A ideia não é que a pessoa com autismo deixe de participar da festividade, mas sabemos que a rotina dela estará alterada e o que o ambiente estará repleto de novos estímulos, então, queremos que ela se sinta segura e confortável sabendo que terá um espaço mais tranquilo, se precisar dele.

Caso a sua criança esteja fazendo uma dieta ou tenha restrições alimentares, uma ideia é preparar cuidadosamente os seus alimentos e tê-los à mão na hora da festa. Você poderá escolher as receitas que a sua criança mais gosta ou tentar preparar seus alimentos de forma que eles se pareçam com os quem serão servidos para o resto da família: todo mundo estará aproveitando a parte gastronômica das festividades e não queremos que a pessoa com autismo fique de fora!

Se você sabe que, mesmo preparando os alimentos de sua criança para que sejam muito similares em aparência e sabor em relação aos outros que serão oferecidos na festa, ela provavelmente tentará experimentar os alimentos que não pode ingerir, neste caso procure alimentar sua criança antes de ir à festa ou antes da hora da refeição da família. Alguns pais de crianças com autismo utilizam a alternativa de sediar as festividades de sua família de forma a ter mais controle em relação ao ambiente físico, ao número de pessoas convidadas e à própria comida que será servida.

Procure tornar as festividades uma experiência menos desafiadora para você e para sua criança. Ao invés de forçar a criança a usar uma roupa nova que ela não quer vestir, permita que ela escolha a roupa, mesmo que seja a mesma roupa que ela tem usado regularmente há meses! O conforto de sua criança é mais importante do que o que os outros vão pensar sobre a vestimenta dela na festa. Quanto mais confortável a criança estiver, mais calma ela poderá ficar para lidar com os desafios das festas e para participar da diversão.

Lembre-se de apreciar e comemorar comportamentos e iniciativas positivas de sua criança, adolescente e adulto! Não deixe que o foco esteja apenas em conter eventuais comportamentos inadequados e valorize os talentos e as habilidades que a pessoa com autismo demonstrar!

Festeje!

Convidamos nossos visitantes a deixar suas dicas nos comentários abaixo para poder ajudar ao máximo os nossos leitores.

Educação inclusiva para pessoas com autismo - banner 2

Descontos por participante:

Turma 1 – São Paulo – 17 a 20 de setembro

Investimento por participante:
1º lote: R$1428 até o dia 10/07/20 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/08/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 08/09/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 08 de setembro de 2020 (terça-feira).

Descontos em mais de um curso: Quem se inscrever em 2 cursos, também tem o desconto de 5% somado ao desconto por prazo de inscrição. Quem se inscrever em 3 ou mais cursos tem o desconto de 10% somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral dos cursos. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras.

Descontos para grupos: Inscrições para grupos de 2 pessoas têm mais 5% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição, e inscrições para grupos de 3 ou mais pessoas têm mais 10% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral do curso. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras se apenas uma pessoa fizer a inscrição para todos. Para que cada membro do grupo possa fazer o pagamento da inscrição separadamente, mas com o desconto de grupo, entre em contato conosco por email.

Descontos por participante:

Turma 1 – São Paulo – 19 a 22 de março

1º lote: R$1428 até o dia 20/12/19 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/02/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 10/03/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 10 de março de 2020 (terça-feira).

Turma 2 – São Paulo – 13 a 16 de agosto

Investimento por participante:
1º lote: R$1428 até o dia 10/06/20 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/07/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 04/08/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 04 de agosto de 2020 (terça-feira).

Descontos em mais de um curso: Quem se inscrever em 2 cursos, também tem o desconto de 5% somado ao desconto por prazo de inscrição. Quem se inscrever em 3 ou mais cursos tem o desconto de 10% somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral dos cursos. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras.

Descontos para grupos: Inscrições para grupos de 2 pessoas têm mais 5% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição, e inscrições para grupos de 3 ou mais pessoas têm mais 10% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral do curso. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras se apenas uma pessoa fizer a inscrição para todos. Para que cada membro do grupo possa fazer o pagamento da inscrição separadamente, mas com o desconto de grupo, entre em contato conosco por email.