Menu

aprendizado social

Técnicas de improvisação teatral para pessoas com autismo

Técnicas teatrais para o desenvolvimento de pessoas com autismo

O laboratório de Psicologia da Universidade de Indiana, nos EUA, está conduzindo estudos envolvendo a utilização de técnicas teatrais de improvisação para o desenvolvimento de pessoas com autismo. O laboratório quer verificar como estas ferramentas podem ser utilizadas para ajudar pessoas com autismo a compreender e a expressar emoções. Segundo a equipe, interpretar a linguagem corporal e as emoções dos outros pode muitas vezes ser desafiador para pessoas com autismo. Ao se comunicar, socializar e fazer amigos, nem sempre os sinais e a leitura desses códigos são captados facilmente pelas pessoas com autismo. Os pesquisadores investigam então formas de promover estas habilidades.

Técnicas de teatro para pessoas com autismoRachel Magin, estudante de doutorado na Universidade, tem trabalhado com crianças de seis a nove anos com autismo de alto desempenho em uma aula especial para o desenvolvimento de habilidades sociais. A ideia é explorar as diferentes maneiras pelas quais as pessoas se comunicam. Por exemplo, “através de nossas expressões faciais, através do modo como nossa linguagem corporal mostra isso, ou apenas o tom de nossa voz”, afirma. O trabalho tem um foco bem objetivo: as crianças participam de sessões em que improvisam situações diversificadas de seu cotidiano, refletem sobre suas emoções e sobre como elas as demonstram, e isso as ajuda a se comunicar mais claramente em suas vidas. Para Rachel Magin, decifrar os códigos e pistas sociais pode ser comparado a usar uma língua estrangeira e “nossas crianças não necessariamente aprenderam essa língua”.

“A técnica [teatral] propicia um ambiente seguro, divertido e autêntico de aprendizagem.” Jim Ansaldo

Numa das sessões conduzidas pelos pesquisadores, uma criança retira uma frase de um envelope. Depois, a criança escolhe aleatoriamente um cartão contendo uma emoção. A criança lê a frase demonstrando a emoção descrita no cartão para os seus colegas da classe. Os colegas tentam decifrar qual a emoção expressa. Rachel conta que as vezes as crianças acertam a emoção rapidamente. Mas a encenação pode ficar intrigante quando a frase sorteada não expressa uma emoção mais óbvia. O garoto Jake, de nove anos, sorteia e encena a frase: Acabou! As crianças da classe reagem: “Triste”; “assustado”; “feliz”. E então Jake afirma: “Sim!” Para a pesquisadora que conduz a sessão, essa é uma grande oportunidade de aprendizagem. Ela pergunta para o grupo: “O que teria ajudado o Jake a mostrar que ele estava feliz? Uma menina de seis anos que não tem autismo, mas que participa da classe com seu irmão, dá um pulo gritando: “Eba, acabou!” Rachel explica para a classe: “Ok, então pular para cima e para baixo e fazer a voz ficar um pouco mais aguda e com um volume um pouco mais alto”. E as crianças acenam com a cabeça. A dinâmica da sessão continua com encenações de situações que podem causar ansiedade como, por exemplo, o primeiro dia de escola. Estas encenações podem ser especialmente importantes para as crianças com autismo que sentem ansiedade mais intensa e mais frequente que as demais.

Para Jim Ansaldo, também pesquisador da Universidade de Indiana, a técnica propicia um ambiente seguro, divertido e autêntico de aprendizagem. O pesquisador salienta que nesse ambiente a sensação que se quer passar é que os erros não importam. Nos EUA, além das sessões conduzidas no laboratório de Psicologia da Universidade de Indiana também acontecem alguns acampamentos de verão para adolescentes com autismo focados no uso de técnicas teatrais de improvisação. Ansaldo afirma que os programas específicos de improvisação estão crescendo e vê a ferramenta como uma tecnologia de conexão e comunicação humana. Janna Graf, mãe de Shaw, um garoto de oito anos que participa de uma das classes, acredita que a técnica tem ajudado seu filho. Recentemente, ela viu o filho se apresentar em um grupo da igreja: “Ele disse: ‘Meu nome é Shaw, eu tenho 8 anos de idade’, e então ele acenou com suas mãos para a próxima pessoa (deixando a entender que agora era a vez da outra pessoa se apresentar). Ele está aprendendo a esperar.” Depoimentos como o de Janna auxiliam os pesquisadores a avaliar se os aprendizados obtidos nas classes de improvisação têm se transferido para situações sociais reais. Os pesquisadores mostram-se motivados pelos primeiros resultados.

Técnicas de teatro para pessoas com autismo - tratamento para o autismoAs técnicas teatrais de improvisação têm sido empregadas por outras instituições nos EUA, em formatos diferenciados, com o mesmo objetivo de promover as habilidades sociais entre pessoas com autismo. Por exemplo, no programa de teatro do Laboratório SENSE (Social Emotional Neuro Science Endocrinology, na Língua Inglesa), desenvolvido no Vanderbilt Kennedy Center no Tennesse, as pessoas com autismo formam pares com participantes neurotípicos e são motivadas e apoiadas a participar da apresentação de uma peça teatral. O grupo capacita crianças e adolescentes neurotípicos que atuam como mediadores – alguns dos mediadores são, inclusive, jovens atores. Durante a preparação da peça, os mediadores vão oferecendo modelos para as crianças com autismo sobre como agir na arena social, por exemplo, como iniciar e manter conversas ou como compreender o humor. Além das técnicas teatrais de improvisação, a abordagem oferece oportunidades para que as crianças com autismo participem da criação do roteiro e da caracterização dos personagens da peça, da execução dos papéis e de performances com coreografias e música.

De acordo com a Dra. Blythe Corbett, diretora do Vanderbilt Kennedy Center, os estudos científicos conduzidos têm mostrado impactos positivos no desenvolvimento das pessoas com autismo. Uma de suas pesquisas publicada no Journal of Autism and Developmental Disorders  envolveu 30 jovens com autismo, com idades entre oito e catorze anos. No estudo, 17 jovens participaram do grupo experimental e 13 participaram do grupo controle. O trabalho durou dez semanas e os resultados indicaram que os jovens do grupo experimental apresentaram ganhos ​​na capacidade de identificar e lembrar rostos, aumento das interações com outras crianças fora do ambiente de tratamento e melhoria na comunicação social em casa e na comunidade. Para Corbett, ao final do processo o que se tem é a apresentação de uma peça em que participantes compartilham o palco em uma colaboração única entre arte e ciência. Corbett considera que os colegas mediadores possuem a capacidade de se conectar e ensinar às crianças com autismo várias habilidades sociais, “E, em relação às técnicas de atuação teatral que ampliam a habilidade e a motivação para se comunicar, os dados sugerem que podemos promover mudanças duradouras na forma como as crianças com autismo percebem e interagem com o mundo social”.

E no Brasil? Por aqui, também é possível encontrar iniciativas em que técnicas teatrais de improvisação para promover as habilidades sociais de pessoas com autismo são empregadas. O Projeto Aut da Oficina dos Menestréis de São Paulo começou em 2013. Os participantes atuam como atores, desempenhando papéis que envolvem coreografias, música e humor. Em sua terceira edição, ano passado o Projeto Aut apresentou uma peça inspirada na programação das rádios, com a participação de pessoas com autismo entre 12 e 28 anos. Os atores representavam locutores que ofereciam ao público cenas divertidas e irreverentes por meio da “Rádio ZYBem Bom”. Conheça mais sobre o projeto e assista trechos das peças visitando a fanpage do grupo no Facebook.

Quer aprender mais? Na Inspirados pelo Autismo, temos utilizado em nossas sessões com crianças, adolescentes e adultos com autismo ferramentas, como a do teatro de improvisação, capazes de promover a comunicação, a flexibilidade e a interação social. Em nossos cursos, você pode aprender a elaborar atividades divertidas que promovem as habilidades sociais de pessoas com autismo. Preparamos um PDF com ideias de atividades divertidas que você pode baixar gratuitamente para brincar com sua criança enquanto a auxilia a desenvolver suas habilidades. Clique no  link abaixo para receber seu arquivo.

10 benefícios oferecidos pelo curso Educação Inclusiva para Pessoas com Autismo

Participando do curso, você aprenderá:

1. Como estabelecer uma parceria entre familiares, equipe multidisciplinar, professores, coordenadores e colegas na educação inclusiva

É essencial a consistência do trabalho em equipe com o objetivo de promover o desenvolvimento e bem-estar da criança. Para isso, será mostrado como estabelecer uma relação de trabalho frutífera e dinâmica, entre os familiares, os profissionais da escola e os profissionais da equipe multidisciplinar. A aprendizagem cooperativa entre a criança com autismo e os colegas também será discutida e exemplificada.

2. Quais estratégias o professor regente poderá utilizar para promover a aprendizagem do estudante com autismo

Será mostrado que informações claras e diretas, exemplos contextualizados e significativos para a crianças, a inclusão dos temas de interesse dos estudantes no planejamento das aulas, atividades práticas, o uso de apoios visuais,  música, gestos e objetos facilitam o aprendizado. Além disso, serão oferecidas ideias sobre como nutrir a autoestima e autoconfiança da criança, essenciais para que o estudante mantenha-se concentrado no processo de aprendizagem.

3. Quais estratégias o professor mediador poderá utilizar para também promover a aprendizagem do estudante com autismo

O professor mediador, em parceria com o professor regente, tem o objetivo de facilitar o envolvimento do aluno com a aprendizagem cognitiva, motora e social. A presença do professor mediador é fundamental para a eficácia da educação inclusiva e seu papel será esclarecido durante o curso.

4. Como realizar a mediação da interação entre os estudantes da classe e o aluno com autismo

Para a maioria das crianças com autismo, estar ao lado de crianças com desenvolvimento típico na escola não é o suficiente para que elas consigam participar das atividades em grupo e das brincadeiras lúdicas, assim como para criar e manter amizades. Estratégias para possibilitar a participação em atividades do grupo e o aprofundamento de relações sociais serão apresentadas no curso.

5. Como criar uma rotina personalizada integrada à rotina da classe

Colocando-nos no lugar das pessoas com autismo, alteramos nosso olhar e nossa compreensão sobre os comportamentos e enxergamos novas formas para lidar com os desafios do ambiente e propiciar um dia a dia mais confortável às pessoas com autismo com as quais convivemos. É importante que os profissionais observem e atentem-se para as características pessoais do aluno, verificando como ele se comporta diante dos estímulos do meio físico e social, de seu ritmo biológico, e das atividades pedagógicas, de forma a então se identificar as metas e as estratégias para alcançá-las.

6. Como tornar o ambiente físico da escola inclusivo favorecendo o aprendizado do aluno com autismo

Na educação inclusiva, a escola e a comunidade oferecem o ambiente necessário para que a criança consiga acompanhar e participar ativamente das aulas e atividades. Cada estudante com autismo tem seu conjunto de características únicas, e a organização do ambiente coletivo deve considerar as necessidades individuais dos estudantes.

7. Como preparar materiais pedagógicos acessíveis e inclusivos

Para trazer acessibilidade ao ensino-aprendizagem, a maioria das crianças com autismo se beneficia, pelo menos nos primeiros anos da educação inclusiva, de materiais pedagógicos que acolham seus interesses, suas necessidades motoras e sensoriais, suas habilidades de atenção. A forma como uma informação é oferecida e a forma como se pede que a criança execute uma tarefa específica podem ser essenciais para um resultado positivo.

8. Como proporcionar o grau de desafio adequado nas atividades propostas

Se o grau de complexidade de uma tarefa é alto demais para a criança, a aprendizagem não é acessível e o sentido de auto-competência da criança é prejudicado. Entretanto, se o grau de complexidade da tarefa é baixo demais, a criança pode ficar entediada e não querer participar das atividades. Respeitar o desenvolvimento único de cada criança é uma das missões da escola inclusiva.

9. Quais estratégias poderão ser utilizadas para a avaliação

No processo de ensino-aprendizagem, tanto o componente “ensino” quanto o componente “aprendizagem” devem ser continuamente avaliados para que a criança tenha oportunidades de aprendizagens cada vez mais acessíveis e eficazes. Tanto o planejamento, a execução e os critérios de avaliação devem levar em conta a forma diferenciada como a criança organiza e expressa seu conhecimento e suas habilidades.

10. Como estabelecer regras e limites na escola

O ambiente da escola é, geralmente, um ambiente no qual a criança é exposta a uma maior exposição de limites do que o ambiente do domicílio. A imposição de limites é necessária para que se atenda às necessidades e direitos do grupo, e para a manutenção da segurança e saúde de todos no ambiente. Dicas sobre como estabelecer os limites e sobre como responder aos possíveis comportamentos de protesto relativos a esses limites serão ofertadas no curso. Exemplos de comportamentos indesejados e de imposição de limites na escola serão discutidos com os participantes do curso.

O curso é voltado para pais, familiares, professores e outros profissionais ligados às pessoas com autismo. Confira os próximos cursos e se inscreva: Cursos da Inspirados pelo Autismo

Atividade para educação inclusiva – como ensinar crianças com autismo a identificar vogais

Imitar os Animais

Interesses:

Animais, encenação dos movimentos e sons dos animais, brincadeiras de esconde-esconde e pega-pega.

Metas principais:

Auxiliar no reconhecimento das vogais. Aumentar a participação física da criança na atividade.

Ação motivadora:

Encenação por parte do adulto facilitador dos movimentos e sons dos animais.

Solicitação (o papel da criança):

A criança reconhecer as vogais associadas a cada animal.

Estrutura da atividade:

Observe quais são os animais preferidos da criança e crie apoios visuais contendo a imagem do animal e uma vogal. Logo, teremos cinco imagens de animais diferentes, sendo um animal para cada vogal. Explique para a criança que você poderá encenar vários animais diferentes e mostre a ela as imagens representando cada animal. Coloque as imagens dos animais e suas vogais no chão – para tornar a atividade mais atrativa, use imagens coloridas dos animais e destaque as letras em cada folha.

Após encenar os animais para a criança por algum tempo, o adulto mostrará para a criança que, pisando em cada imagem no chão, um animal diferente aparece. O adulto pode mostrar que, por exemplo, ao pisar na imagem com a letra “E” e o desenho de um elefante, um engraçado elefante será encenado pelo adulto.

O adulto poderá utilizar máscaras, fantasias ou fantoches para tornar a interação com a criança mais divertida. O adulto poderá também fazer suspense ou sons onomatopaicos diferentes durante a encenação de cada animal.

Quando a criança estiver altamente conectada, demonstrando este interesse através de olhares, sorrisos, gestos, sons ou palavras, o adulto poderá fazer uma pausa e pedir que ela pise sobre uma das letras/imagens para que o respectivo animal seja encenado (por exemplo: “Vamos pisar na letra ‘E’ e o elefante vai chegar!”).

Ao longo dos ciclos da atividade, após solicitar que a criança pule numa determinada imagem/letra e encenar o animal correspondente, o adulto poderá ir em direção à criança de forma descontraída, iniciando uma brincadeira de esconde-esconde ou pega-pega.

Variações:

Podemos ajustar o grau do desafio desta atividade quando a criança já identificar as vogais com facilidade inserindo o uso de um dado para sortear a vogal que deverá ser pisada pela criança (por exemplo, o adulto poderá criar um dado com uma caixa de papel em que cada face é uma determinada letra). Após o sorteio com o dado, o adulto poderá estimular que a criança fale a vogal em voz alta e pise na imagem colocada no chão, para que o adulto então encene o animal correspondente.

Para ajudar a criança a manter-se motivada durante a interação e prolongar o tempo de duração da atividade, podemos proporcionar variações na ação motivadora, oferecendo brincadeiras de cócegas, brincadeiras com pulos ou giros após a encenação de cada animal. O adulto poderá também cantar músicas relacionadas a cada animal com a criança, em vez de apenas encenar o animal da vez.

Caso a criança não se interesse por animais ou pela encenação dos animais, podemos manter a estrutura da atividade original e modificar o tema, seguindo os interesses e motivações atuais da criança. Em vez de animais, cada letra pode estar associada a diferentes personagens de filmes e desenhos, ou a meios de transporte, que serão representados pelo adulto.

Se a criança se interessa por animais ou pela encenação dos animais, mas desejamos trabalhar uma meta diferente da identificação das vogais, como, por exemplo, o aumento do período de atenção compartilhada ou o pensamento simbólico, nós podemos manter a brincadeira, mas modificar o papel da criança na atividade. Além de solicitarmos que a criança pule sobre cada imagem/letra correspondente a um animal, o adulto e a criança podem criar juntos uma história sobre cada animal, podem encenar juntos um pequeno teatro sobre o animal ou ainda fazer desenhos (ou sequências de desenhos) sobre cada animal.

Conheça outras atividades interativas em nosso site para ajudar crianças, adolescentes e adultos com autismo a desenvolver as suas habilidades sociais!

]

dicas para ajudar criança autismo

Dicas para criar atividades lúdicas que promovam o desenvolvimento de crianças com autismo

dicas para ajudar criança autismoVocê já pensou que os interesses e motivações da criança com autismo podem ajudar você a criar momentos de interação prazerosa com ela?

E que, por meio dessas interações prazerosas, você poderá trabalhar com atividades lúdicas que possuam metas de desenvolvimento?

Por exemplo, se uma criança gosta de fazer bolhas de sabão e o programa de desenvolvimento dela tem como meta atual o desenvolvimento da linguagem, você poderá criar atividades lúdicas em que brincadeiras com bolhas de sabão feitas por um adulto responsivo e divertido podem ser usadas (caso a criança se interesse) como ação motivadora para motivar a criança a falar mais palavras e frases, que são modeladas pelo adulto nas sessões.

O primeiro passo para criar atividades lúdicas seria pensar: quais são os interesses e motivações da criança com autismo? Faça uma lista com todos os interesses e motivações da criança que você possa lembrar. Eles podem incluir, por exemplo, ações físicas (correr, pular, rodar), desenhos, pinturas, personagens, animais, jogos, filmes, brincadeiras de roda, de imitação, massagens, desafios, histórias, etc.

Um segundo passo seria estabelecer uma meta: o que eu quero ajudar a criança a desenvolver agora? As metas que trabalhamos podem estar relacionadas ao desenvolvimento da linguagem, do contato visual, às atividades de vida diária, às atividades acadêmicas, entre outros. Tente ser específico ao estabelecer uma meta: por exemplo, a meta pode ser aumentar o repertório da criança para que ela fale até 50 palavras; ou aumentar o tempo de atenção compartilhada para 15 minutos ou mais; ou ajudar a criança a usar o vaso sanitário em casa ou na escola, para fazer xixi.

Para colocar o trabalho em prática, você poderá unir os interesses e motivações da criança às metas atuais do programa e criar atividades lúdicas para o desenvolvimento das habilidades da criança. Estas atividades lúdicas podem ser realizadas num ambiente otimizado para o aprendizado (com menos estímulos sensoriais), sendo conduzidas por um adulto facilitador em sessões 1 x 1 (um adulto e uma criança).

Quer aprender mais sobre como criar atividades lúdicas para criança, adolescentes e adultos com autismo? Inscreva-se em nossos cursos de 3 dias de duração. Os cursos para familiares e profissionais têm a carga horária de 31,5 horas repletas de informações e dicas práticas para o desenvolvimento de crianças e adolescentes com autismo.

Como ajudar crianças com autismo a fazer uma viagem

Algumas crianças com características do espectro do autismo apresentam dificuldades para dormir na residência de parentes ou de amigos, ou então em hotéis durante as viagens de família nas férias. Então, como ajudar crianças com autismo a fazer uma viagem?

Como uma preparação para dormir em outros locais nas viagens, você pode tentar ajudar a sua criança com autismo a dormir esporadicamente em um quarto ou sala diferente, mas em sua própria casa, levando para o ambiente objetos relacionados ao quarto de dormir e reproduzindo as mesmas atividades da rotina de vocês na hora de dormir.

Por exemplo, cantar as mesmas canções de ninar, contar as histórias favoritas, fazer carinhos e massagens, colocar as mesmas músicas para tocar, manter uma luminosidade parecida, utilizar os lençóis, o travesseiro e os bonecos de costume.

Caso você tenha algum parente ou amigo próximo residente na sua própria cidade e visite essa pessoa com frequência, especialmente alguém com quem sua criança sinta-se confortável, o passo seguinte poderia ser a sua criança com autismo e sua família tentarem dormir na casa dessa pessoa aplicando as mesmas dicas acima.

Quando você fosse então viajar, você poderia levar objetos relacionados ao quarto ou ao momento de dormir na viagem e reproduzir as atividades da rotina de sono habitual, para que a sua criança se sentisse mais confortável e familiarizada com o ambiente.

Você poderia também explicar com apoios visuais (calendários, fotos ou vídeos) antecipadamente sobre a viagem, adotando uma postura amorosa e persistente, e acreditando na capacidade de a criança vir a compreender cada vez mais essas situações.

Procure servir como modelo social, comemorando divertidamente a chegada no novo local e mostrando que pode ser legal dormir num quarto e numa cama diferentes (você e outros membros da família podem encenar essa situação social ao chegarem no novo quarto).

Algumas crianças sentem-se mais confortáveis também se a alimentação durante a viagem mantém-se similar à alimentação oferecida em casa, então alguns pais utilizam a estratégia de carregar consigo alimentos da rotina da criança durante a viagem.

Você tem ajudado crianças com autismo a viajar? Compartilhe as suas experiências e dicas conosco! Ajude pais e profissionais a preparar as crianças com autismo para as viagens compartilhando o nosso post pelas redes sociais (basta clicar nos ícones abaixo).

Participe de um de nossos cursos sobre como promover o bem-estar e o desenvolvimento de pessoas com autismo.

Educação inclusiva para pessoas com autismo - banner 2

Almoço de família com criança com autismo

Dicas para festas de fim de ano para pessoas com autismo – parte 1

Preparamos algumas dicas especiais para que a sua criança, adolescente ou adulto com autismo possa aproveitar as festividades do final do ano ao máximo e desfrutar deste momento em família.

Antecipação

Fogos de artificio e crianças com autismoPara que a pessoa com autismo possa se preparar para as festas e a rotina do fim de ano, você poderá lhe mostrar um calendário e contar que estamos em dezembro e que as festividades ocorrerão no fim do mês.

Mostre quantas semanas ou dias faltam, explique onde, quando e com quem vocês estarão, e use elementos visuais para rememorar a ocasião. Você poderá usar figuras de revistas ou da internet alusivas ao Natal e o Réveillon, mostrar fotos de anos passados ou colocar músicas que lembrem festas anteriores.

Explique à pessoa com autismo quais as diferenças entre as festividades anteriores e a prevista para esse ano, para que ela não espere encontrar exatamente a mesma comemoração (local, rota, presentes, comidas e pessoas podem variar de um ano para outro, certo?).

Transmita empolgação e confiança em relação aos eventos e explique que eles são momentos especiais para estarmos junto da família!

Repita essa antecipação nas semanas seguintes, para que a pessoa com autismo esteja preparada.

Preparação

Na véspera das festas, vocês poderão tornar a proximidade dos eventos mais concreta, e a pessoa com autismo poderá lhe ajudar a escolher a decoração e os presentes. Em vez de bolas de natal mais frágeis e outros adornos que exigirão muitos cuidados, você poderá optar por objetos alternativos, feitos de plástico ou materiais mais resistentes.

Os preparativos poderão tornar-se até uma atividade divertida entre vocês. Pense em coisas que a sua pessoa com autismo gosta de fazer e veja como encaixar isso numa atividade relacionada às festas. Por exemplo, se a sua criança gosta de desenhar, ela pode confeccionar desenhos para os familiares, que podem ser dobrados e enrolados com fitas e colocados debaixo da árvore de Natal. Confeccionar e preparar pequenos presentes pode ser uma maneira interessante de incentivar a socialização com os outros membros da família: use a simplicidade e abuse da criatividade, lembrando que a experiência será válida se envolver alguma coisa que a criança realmente goste de fazer.

Se a criança gosta de determinados personagens, vocês poderão usá-los como parte da decoração, ou você poderá vestir-se como o personagem que, junto com a criança, tem a missão de arrumar a casa para a chegada dos outros familiares.

Vocês também poderão escolher juntos uma roupa motivadora e confortável e já deixá-la separada, para que a criança, adolescente ou adulto saiba que o dia está de fato chegando.

Barulho de fogos de artifício para crianças com autismoNa passagem do ano, na maioria dos lugares, temos inevitavelmente os fogos de artifício. Para que a pessoa com autismo fique mais tranquila frente a este estímulo, você poderá prepará-la, explicando o motivo e o momento em que as pessoas soltam fogos (por exemplo, estão felizes com a chegada do novo ano) e mostrando imagens ou vídeos de fogos e festas de Réveillon no Youtube (sem o áudio ou com o volume bem baixo, caso a criança já tenha receio quanto ao barulho). No dia da festa, vocês poderão pensar em usar um grande fone de ouvido, daqueles que cobrem toda a orelha (veja foto ao lado) e escolher uma música que a criança goste para colocar já nos minutos anteriores à hora da virada do ano. Vocês poderão buscar também um local mais isolado para os minutos de foguetório. Esse local pode ser um cômodo mais protegido da casa ou mesmo o carro da família que, com os vidros fechados, poderá abafar os ruídos externos. Caso a criança goste de alguma dessas ideias, deixe tudo previamente explicado para ela, isso pode tranquilizá-la!

Troque mensagens e converse previamente com sua família, amigos e com os demais convidados da festa. Enalteça as conquistas e desenvolvimentos recentes de sua criança e explique os atuais desafios. Isso pode ser importante para o dia da festa, pois vocês saberão enquanto grupo o que fazer para prevenir ou lidar com determinadas situações.

No dia da festa

Amoço de família com criança com autismoVocê poderá criar um quadro visual do dia da festa, com todos os acontecimentos. Por exemplo, você pode usar imagens da criança tomando banho, colocando a roupa já escolhida, entrando no carro e chegando na casa da vovó. Pode acrescentar que vocês encontrarão os tios, primos e avós, que comerão na mesa e que só depois abrirão os presentes. Use fotos e desenhos que facilitem a compreensão dos episódios.

Sabemos que muitas pessoas com autismo têm grande sensibilidade sensorial, então, lembre-se destas sensibilidades e busque adaptar o máximo quanto possível o ambiente da festa. Tem algum alimento cujo odor ou textura incomoda a criança? Como serão os ruídos? Se for possível, deixe estabelecido um espaço ninho (ou seja, um cômodo na casa onde ocorrerá a festa) que poderá conter menos estímulos sensoriais e ser usado para que a criança descanse ou se acalme, se ela precisar. Você pode levar alguns objetos de conforto, como brinquedos ou quaisquer outras coisas de que a sua criança goste e alocá-los nesse espaço, para que ela tenha um ambiente alternativo ao da festa. A ideia não é que a pessoa com autismo deixe de participar da festividade, mas sabemos que a rotina dela estará alterada e o que o ambiente estará repleto de novos estímulos, então queremos que ela se sinta segura e confortável sabendo que terá um espaço mais tranquilo, se precisar dele.

Caso a sua criança esteja fazendo uma dieta ou tenha restrições alimentares, uma ideia é preparar cuidadosamente os seus alimentos e tê-los à mão na hora da festa. Você poderá escolher as receitas que a sua criança mais gosta ou tentar preparar seus alimentos de forma que eles se pareçam com os quem serão servidos para o resto da família: todo mundo estará aproveitando a parte gastronômica das festividades e não queremos que a pessoa com autismo fique de fora!

Se você sabe que, mesmo preparando os alimentos de sua criança para que sejam muito similares em aparência e sabor em relação aos outros que serão oferecidos na festa, ela provavelmente tentará experimentar os alimentos que não pode ingerir, neste caso procure alimentar sua criança antes de ir à festa ou antes da hora da refeição da família. Alguns pais de crianças com autismo utilizam a alternativa de sediar as festividades de sua família de forma a ter mais controle em relação ao ambiente físico, ao número de pessoas convidadas e à própria comida que será servida.

Procure tornar a experiência das festividades de final de ano uma experiência menos desafiadora para você e para sua criança. Ao invés de forçar a criança a usar uma roupa nova que ela não quer vestir, permita que ela escolha a roupa, mesmo que seja a mesma roupa que ela tem usado regularmente há meses! O conforto de sua criança é mais importante do que o que os outros vão pensar sobre a vestimenta dela na festa. Quanto mais confortável a criança estiver, mais calma ela poderá ficar para lidar com os desafios das festas e para participar da diversão.

Lembre-se de apreciar e comemorar comportamentos e iniciativas positivas de sua criança, adolescente e adulto! Não deixe que o foco esteja apenas em conter eventuais comportamentos inadequados e valorize os talentos e as habilidades que a pessoa com autismo demonstrar!

Festeje!

Veja mais dicas sobre as festas do final de ano para pessoas com autismo.

Educação inclusiva para pessoas com autismo - banner 2

Família cozinhando

Dicas para festas de fim de ano para pessoas com autismo – parte 2

As festas de fim de ano são momentos de integração com familiares e amigos, mudanças na rotina e muitas novidades. Encontramos um artigo muito inspirador da Alicia Burns, mãe do Marco, e gostaríamos de compartilhar um pouco da história deles com vocês.

Alicia conta que nas festas de fim de ano ela e a família costumam viajar por muitos quilômetros, ficar em casas de parentes e entrar em contato com os avós, tios e primos de Marco. Para que seu filho Marco possa sentir-se confortável nesse período, Alicia já vinha aplicando algumas ideias práticas, tais como:

  • incluir o Marco na preparação da viagem, por exemplo, no planejamento da viagem e na preparação das malas;
  • propiciar previsibilidade dos acontecimentos, explicando a Marco quem estará nas festas, para onde eles irão e que tipo de coisas farão;
  • preparar alimentos sem glúten e sem caseína para compartilhar com a família;
  • informar a família sobre as atuais habilidades e desafios do desenvolvimento de Marco, para que todos possam ajudar.

Além disso, Alicia já tinha recebido a recomendação de encontrar um papel específico para Marco durante as festas, para que ele pudesse se integrar à reunião em família de uma forma participativa, para que os familiares o vissem sob um novo ponto de vista, e para que o próprio Marco se sentisse menos ansioso e mais autoconfiante.

Esse papel poderia ser, por exemplo, ajudar os parentes com seus casacos quando eles chegassem ao local da festa (Alicia mora no Hemisfério Norte e lá faz frio durante o fim de ano). Outras possibilidades eram Marco ajudar na colocação da mesa de jantar, ajudar a encher os copos das pessoas com água ou a fazer um brinde durante a ceia.

Acontece que Alicia não estava muito segura sobre essa ideia de dar a Marco um papel específico e pré-determinado durante a festa. Ela tentou colocar essa ideia em prática por muitos anos, sugerindo que Marco assumisse um papel especial durante as festas em família, mas o que ela notava é que a iniciativa acabava gerando o efeito oposto, com Marco sentindo-se mais ansioso e menos conectado com as pessoas presentes.

Foi então que Alicia percebeu que os momentos mágicos em que Marco poderia integrar-se com os avós, tios, primos e primas aconteciam justamente quando ela deixava de lado os planos e técnicas pré-concebidas para integrá-lo. Alicia foi percebendo também com o tempo que de fato as situações em grupo eram verdadeiramente desafiadoras para Marco, e exigiam uma nova abordagem, uma nova forma de oferecer suporte e encorajamento a Marco, sem apegar-se às atividades planejadas. Surgiu então a ideia de usar uma abordagem criada por Julie Sando e que se chama “brincadeira natural”.

Nesse tipo de abordagem, a ideia é “criar espaço” para a participação da criança com autismo, em vez de criar papéis específicos para a criança desempenhar ao longo das festividades. É como se você oferecesse uma oportunidade de participação para a criança numa determinada atividade e estivesse aberto o suficiente para receber genuinamente qualquer tipo de resposta vinda dela.

Família cozinhandoAlicia nos dá alguns exemplos de como isso funcionou na prática nas festas de fim de ano de sua família. Ela conta que a família se reúne normalmente na cozinha para a preparação da comida, e que Marco gosta de ficar por ali (já que há tanta comida gostosa para beliscar). Numa dessas situações, Marco está próximo à cozinha, desenhando em seu computador. Alicia está começando a preparar um purê de batatas, e ela tem dois pratos com batatas cozidas que ela irá colocar no processador.

Alicia observa Marco, e realiza a sua tarefa devagar, com calma. Ela sabe que existem muitas chances de Marco se interessar em participar com ela do processo, pois ele já conhece essa atividade e costuma gostar de ajudar a colocar alimentos no processador. Contudo, Alicia diz que se sentirá bem mesmo se ele não participar, pois ela entende que Marco está numa brincadeira/atividade solitária naquele momento em seu computador, algo que todos nós fazemos em nosso dia a dia (além do mais, ela está feliz por ter o filho por perto, e isso já a satisfaz).

A irmã de Alicia também está na cozinha. Ela está cortando alguns legumes. Seguindo a mesma ideia da brincadeira natural, a irmã de Alicia coloca um outro talher junto de uma segunda tábua de cozinha, caso Marco queira ajudá-la com os legumes. Marco decide juntar-se à tia, não para cortar os legumes, mas para experimentar alguns. A irmã de Alicia decide então fazer o mesmo que Marco e, juntos, eles começam a provar alguns dos legumes já cortados. A irmã de Alicia pega um pouco do molho que ela já havia preparado para os legumes e os dois experimentam um pouco da comida, fazendo uma brincadeira/atividade em paralelo.

Enquanto todos ajudam na cozinha, a prima de Marco, com quem ele costuma ter bastante afinidade, está arrumando alguns biscoitos. Ela abre o primeiro pacote e o despeja numa tigela. Isso chama a atenção dele. A prima então “cria espaço” para Marco na atividade, e deixa disponível um segundo pacote de biscoitos para que ele possa fazer o mesmo que ela, caso deseje. Depois, a prima de Marco começa a colocar os biscoitos num prato, e eles alternam a arrumação dos biscoitos. Para possibilitar a participação de Marco na atividade, sua prima coloca os biscoitos vagarosamente, faz pausas aqui e ali, e age de uma maneira divertida e brincalhona, sempre abrindo espaço para que Marco possa integrar-se espontaneamente na atividade. Marco e sua prima estão no que Julie Sando chama de brincadeira ou atividade associativa. Quando Marco participa o suficiente da arrumação dos biscoitos e deseja parar, ele volta ao seu computador e à sua atividade solitária de desenhar.

A vantagem de “criar espaço” para a criança nas atividades em vez de dar a ela um papel específico durante as festividades é que, quando determinada atividade termina, não se tem aquela sensação de, “E agora, o que eu faço?” Além disso, ao criar o espaço para a criança, ela se sente mais livre para engajar-se na atividade e para deixá-la de lado, de acordo com seu próprio interesse e nível de conforto.

Alicia resume outras características e possíveis benefícios desse tipo de abordagem:

  • a criação de espaço (ou de oportunidade) para sua criança com autismo é um estilo de ação – essa forma de agir pode ser usada em qualquer lugar e a qualquer hora. Ela possibilita que os adultos possam agir de forma espontânea e flexível;
  • é fácil criar um modelo desse tipo de abordagem e compartilhá-lo com os parentes, desde que eles consigam captar “o espírito da coisa”. Os familiares e amigos, mantendo-se calmos e atentos, podem observar as situações, criar pausas e estar abertos a quaisquer respostas que venham da criança;
  • a criação do espaço possibilita que a criança com autismo tome a iniciativa, o que pode ser um grande aprendizado para ela. Com o tempo, a criança pode tornar-se mais confiante ao tomar a iniciativa em situações sociais;
  • a criação do espaço é uma abordagem que reduz a ansiedade de todas as pessoas presentes nas festividades, e propicia um clima com menos pressão e menos expectativas entre os familiares;
  • a criação do espaço permite que a criança aprenda através da observação do ambiente, o que Julie Sando denomina de “brincadeira de espectador“.

Você gostou da história de Alicia e de Marco e acha que ela pode ser útil para a sua criança com autismo nas festas de ano novo que se aproximam? Conte para nós!

Para saber mais sobre como ajudar as crianças com autismo nas festas de fim de ano, leia também o nosso artigo com dicas práticas sobre como lidar com as mudanças na rotina, o barulho e os fogos de artifício.

Para ler o artigo original em inglês sobre a história de Alicia e Marco, acesse a Revista Autism File de dezembro de 2015 e janeiro de 2016.

Participe de um de nossos cursos sobre como promover o bem-estar e o desenvolvimento de pessoas com autismo.

Educação inclusiva para pessoas com autismo - banner 2

Cinema para crianças com autismo

Sessão de cinema para crianças com autismo empolga pais no Rio de Janeiro

O filme “Carros”Cinema para crianças com autismo foi exibido pela rede Kinoplex no Shopping Via Parque, na Barra da Tijuca, para uma sessão voltada especialmente às pessoas com autismo, conta a reportagem publicada no site do Jornal O Globo nesta semana.

Durante a sessão, os espectadores podiam se movimentar com mais liberdade pela sala, que foi preparada com o som mais baixo e com a iluminação permanecendo acesa ao longo da exibição.

O grupo de trinta crianças se envolveu com a história contada através de uma animação em computação gráfica, em que veículos cheios de personalidade enfrentam aventuras e corridas automobilísticas. Um dos meninos presentes, João Pedro, pulou de alegria ao assistir a divertida aventura na tela grande!

Os pais acompanharam a sessão e muitos se emocionaram com a experiência. Alguns estavam radiantes ao poder acompanhar os filhos pela primeira vez em uma sessão de cinema. Outros, que já haviam feito tentativas de assistir aos filmes com os filhos em sessões regulares, sentiram-se mais seguros e tranquilos na exibição especial por poderem oferecer aos filhos maior liberdade de movimentos e de expressão de sentimentos.

O projeto de levar as crianças com autismo ao cinema (chamado de “sessão azul”) é conduzido pela psicóloga Carolina Salviano de Figueiredo e faz parte de um conjunto de ações que visa propiciar a inclusão das pessoas com autismo nos mais variados ambientes, com o intuito de colaborar no desenvolvimento de suas habilidades.

Carolina ainda não sabe quando ocorrerá uma nova sessão de cinema na cidade, mas ela deseja dar continuidade à iniciativa e conta que o grupo tem feito incursões também a outros locais, como a fazendas no entorno do Rio de Janeiro. Para saber mais sobre a “sessão azul” da rede Kinoplex, acesse o site do projeto e acompanhe a programação para poder participar da próxima sessão.

Você já ouviu falar em alguma sessão de cinema para crianças com autismo em sua cidade? Conte para a gente!

Compartilhe essa história com os seus amigos pelas redes sociais e vamos torcer para que outras sessões de cinema aconteçam em nossas cidades para as crianças com autismo e suas famílias!

Descontos por participante:

Turma 1 – São Paulo – 17 a 20 de setembro

Investimento por participante:
1º lote: R$1428 até o dia 10/07/20 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/08/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 08/09/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 08 de setembro de 2020 (terça-feira).

Descontos em mais de um curso: Quem se inscrever em 2 cursos, também tem o desconto de 5% somado ao desconto por prazo de inscrição. Quem se inscrever em 3 ou mais cursos tem o desconto de 10% somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral dos cursos. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras.

Descontos para grupos: Inscrições para grupos de 2 pessoas têm mais 5% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição, e inscrições para grupos de 3 ou mais pessoas têm mais 10% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral do curso. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras se apenas uma pessoa fizer a inscrição para todos. Para que cada membro do grupo possa fazer o pagamento da inscrição separadamente, mas com o desconto de grupo, entre em contato conosco por email.

Descontos por participante:

Turma 1 – São Paulo – 19 a 22 de março

1º lote: R$1428 até o dia 20/12/19 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/02/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 10/03/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 10 de março de 2020 (terça-feira).

Turma 2 – São Paulo – 13 a 16 de agosto

Investimento por participante:
1º lote: R$1428 até o dia 10/06/20 (15% de desconto).
2º lote: R$1512 até o dia 10/07/20 (10% de desconto).
3º lote: R$1680 até o dia 04/08/20 (valor integral).
Inscrições limitadas e abertas até o dia 04 de agosto de 2020 (terça-feira).

Descontos em mais de um curso: Quem se inscrever em 2 cursos, também tem o desconto de 5% somado ao desconto por prazo de inscrição. Quem se inscrever em 3 ou mais cursos tem o desconto de 10% somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral dos cursos. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras.

Descontos para grupos: Inscrições para grupos de 2 pessoas têm mais 5% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição, e inscrições para grupos de 3 ou mais pessoas têm mais 10% de desconto somado ao desconto por prazo de inscrição. Somados, os descontos podem chegar a quase 25% do valor integral do curso. Os descontos serão oferecidos no total do carrinho de compras se apenas uma pessoa fizer a inscrição para todos. Para que cada membro do grupo possa fazer o pagamento da inscrição separadamente, mas com o desconto de grupo, entre em contato conosco por email.