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Educação inclusiva pública de qualidade para crianças com autismo em Maringá-PR

Autismo e educação inclusiva de qualidade (1)

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profissionais especializados em autismo em MaringáNo segundo semestre de 2017, três profissionais da cidade de Maringá/PR, participaram de cursos ministrados pela equipe da Inspirados pelo Autismo em São Paulo/SP. Elas queriam aprofundar seus conhecimentos relativos a características de pessoas no espectro do autismo e particularidades da educação inclusiva para estudantes com autismo. Tivemos então o privilégio de conhecer o trabalho inspirador e com ótimos resultados que vem sendo desenvolvido por estas profissionais e seus colegas na Educação Inclusiva da rede pública de ensino de Maringá.

O CEMAECentro Municipal de Apoio Especializado, vinculado à SEDUC – Secretaria de Educação de Maringá, nasceu em 2014 inicialmente com o objetivo de oferecer atendimento especializado a crianças com dificuldades de aprendizagem na rede municipal escolar. Atualmente atende também alunos com deficiência, atrasos de linguagem e realiza orientações aos familiares e professores, contemplando ainda a equipe multidisciplinar que atende o aluno fora do contexto, entre eles neurologista, psicóloga clínica, terapeuta ocupacional.  O CEMAE oferece atendimento clínico nas áreas de fonoaudiologia, nutrição e psicopedagogia. Fornece também assessoria pedagógica e formação continuada para professores de apoio em sala de aula, para os professores de educação especial das salas de recursos multifuncionais e para os orientadores educacionais de toda a rede municipal, formada por 114 unidades escolares.

O orientador educacional que está presente em cada unidade escolar participa dos cursos de formação continuada oferecidos pelo CEMAE. Entre os temas da formação estão questões ligadas à Educação Especial, Adaptação Curricular, Estimulação Essencial, características de estudantes com diagnósticos do espectro do autismo, Síndrome de Down, paralisia cerebral e outros. A professora pedagoga, mestre e doutoranda em Educação Fernanda Carvalho Polonio Rosa ministra os cursos de formação e explica que “os profissionais recebem orientações gerais, por exemplo, sobre adaptação curricular e também são instrumentalizados em como atender as especificidades de cada estudante, respeitando suas singularidades”. Além dos cursos de formação, os orientadores educacionais recebem suporte da assessoria do CEMAE no decorrer de todo ano escolar.

Com o objetivo de trabalhar na prevenção de dificuldades que poderiam se agravar no futuro, os orientadores educacionais, em conjunto com o CEMAE, realizam avaliações e verificam as necessidades específicas de aprendizagem das crianças. Antes mesmo de a criança ter um diagnóstico fechado, caso ela apresente indicadores de atrasos de aprendizagem, é encaminhada para a Estimulação Essencial nas escolas e/ou Estimulação de Linguagem no CEMAE. A avaliação e triagem das crianças são realizadas pelas psicólogas da Educação Infantil. A psicóloga e mestre em Educação Edna Salete Radigonda Delalibera explica a relevância desse trabalho “de não apenas oferecer o atendimento especializado à criança com deficiência, mas trabalhar no sentido preventivo evitando maiores comprometimentos, considerando a plasticidade cerebral”.

O profissional responsável pela Estimulação Essencial é um pedagogo com especialização em Educação Especial e ou Psicopedagogia. O atendimento de Estimulação Essencial é ofertado no contraturno escolar na sala de recursos multifuncionais de cada escola. A abordagem utilizada na Estimulação Essencial é interacionista, foca nas relações sociais, motivadoras e lúdicas para a promoção do desenvolvimento. Paula Bacaro, Pedagoga, mestre e doutoranda em educação, responsável pelo CEMAE e Gerente da Educação Especial e Apoio Pedagógico Interdisciplinar da SEDUC relata que esta Estimulação Essencial tem apresentado ótimos resultados: “Algumas de nossas crianças que iniciaram a Estimulação Essencial anos atrás por conta de indicadores de atraso no desenvolvimento, já chegaram no Ensino Fundamental 1 com melhor desenvolvimento nos diferentes aspectos”. Os resultados positivos serão multiplicados, pois ainda em 2018, serão implantadas mais nove salas de Estimulação Essencial nos Centros Municipais de Educação Infantil.

Mais um elemento tem se mostrado fundamental na educação inclusiva pública de Maringá: o professor de apoio. Garantido por lei estadual, os estudantes com diagnósticos do espectro do autismo e deficiência neuromotora têm o direito de terem um profissional de apoio especializado em sala de aula para trabalhar em parceria com os professores regentes. Na rede municipal de Maringá, as salas de aula com crianças com os diagnósticos mencionados acima, têm um professor de apoio. Na perspectiva de que esse profissional deve ter especialização para a função a ser exercida, a Secretaria da Educação de Maringá realiza concursos específicos para o cargo de Professor de Apoio exigindo que o profissional seja um pedagogo com especialização em Educação Especial. No exercício de sua função, o CEMAE promove cursos de formação continuada específicos para os professores de apoio em grupos relativos a cada diagnóstico ou ao conjunto de características das crianças atendidas. Os professores de apoio que trabalham com crianças com autismo participam de cursos diretamente relacionados ao estágio de desenvolvimento das habilidades cognitivas, motoras, sensoriais e de comunicação.

Bacaro realça que “todas essas ações se devem a uma gestão pública humanizada que valoriza a Educação Inclusiva dando o suporte necessário ao trabalho realizado pelo CEMAE”. A pedagoga também informa que o CEMAE realiza atividades articuladas com a rede de serviços municipal que inclui SASC, CRAS, CREAS, CAPSI, UBS, Conselhos Municipais, Conselho Tutelar e Escolas na modalidade da Educação Especial.

O excelente trabalho de educação desenvolvido em Maringá traz luz e soluções à questão da acessibilidade ao processo de ensino-aprendizagem coletivo, demonstrando que é possível uma educação pública realmente inclusiva e de alta qualidade em nosso país.

Para entrar em contato com o CEMAE – SEDUC de Maringá, envie um email para seduc_cemae@maringa.pr.gov.br

Você conhece mais projetos de educação inclusiva pelo país que estão beneficiando nossos estudantes? Conte para nós nos comentários abaixo.

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2 comentários em “Educação inclusiva pública de qualidade para crianças com autismo em Maringá-PR”

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