As Crenças dos Pais
Como o Processo Option (“Opção”) é utilizado dentro do Programa Son-Rise®?
A aprendizagem da utilização do Programa Son-Rise faz-se através de dinâmicas interações entre pais (ou estudantes) e consultores. Nós não entregamos simplesmente a informação e esperamos que os pais saiam dirigindo eficientemente o Programa Son-Rise. Trabalhamos com cada pai e mãe individualmente para auxiliá-los a assimilar novas perspectivas, atitudes e técnicas que beneficiem suas crianças. Isto começa com a consciência e compreensão da perspectiva atual da pessoa. Freqüentemente, as perguntas do Option Process Dialogue (“Diálogo do Processo da Opção”) são utilizadas com o objetivo de compreender os sistemas das crenças atuais dos pais. Através de conversas com o consultor, os pais encontram suas próprias formas de adotar novas perspectivas e processar informações. Este tipo de aprendizagem interativa (utilizando os mesmos princípios que utilizamos no quarto de trabalho com a criança) possibilita a criação de um profundo, duradouro e muitas vezes transformador aprendizado.
Por exemplo, uma perspectiva central do Programa Son-Rise é a crença nas possibilidades ilimitadas para uma criança. Sem dúvida, é a mensagem de esperança que inicialmente atrai muitas pessoas para o Programa Son-Rise. Apesar disto, muitos pais descobrem que têm outras crenças que os impedem de adotar a perspectiva das ilimitadas possibilidades nas interações diárias que mantêm com a criança. A seguinte história verídica (com nomes fictícios) mostra como um de nossos consultores utilizou o Processo Option para ajudar os pais a compreenderem seus próprios pensamentos.
A História de Steve e Emily
Steve e Emily, os pais de Tom, vinham procurando por formas de ajudar seu filho desde que haviam percebido que ele era diferente. Era muito comum passarem as noites buscando informações em livros ou na internet tentando encontrar uma maneira de ajudar seu filho. Tom havia sido diagnosticado com autismo quando tinha 3 anos e meio de idade. Agora, com 6 anos, seus pais haviam encontrado formas de lidar com alguns de seus comportamentos, mas não haviam encontrado nada que ajudasse Tom a conseguir grandes saltos de desenvolvimento. Sim, ele havia aprendido algumas palavras, a pendurar seu casaco quando chegava da escola, a levar seus pais até a geladeira ao invés de chorar quando estava com fome. Emily e Steve eram muito gratos por essas habilidades desenvolvidas, e ao mesmo tempo, desejavam mais para Tom. Eles queriam mais palavras? Mais habilidades? Estas coisas certamente ajudariam Tom, mas não eram exatamente o que Emily e Steve queriam. Eles desejavam conhecer melhor o filho, senti-lo próximo, conectar-se com ele para saber se ele os conhecia e os amava.
O sentimento de perda relativo à repentina saída de Tom do quarto e a sensação de perda mais profunda da infância de seu filho. Ele sentia como se tudo que ele havia imaginado quando Tom havia nascido – jogos de baseball, futebol no quintal, construção de fortes – estava sendo cruelmente retirado de sua realidade . Steve e Emily aprenderam a enterrar os sonhos que uma vez tinham sonhado para seu filho.
Quando Emily encontrou o site do Programa Son-Rise na internet ela não conseguiu acreditar. O filho daquelas pessoas havia se recuperado do autismo – como era possível? Todas as pessoas com quem ela havia conversado tinham lhe dito que a condição de Tom era permanente, que ele teria autismo durante toda a vida. Mas havia aquela história e a história de outras famílias que haviam utilizado aquele método. Durante os dias seguintes, Emily ficou dividida.
Quando ela voltava a ler o site do Programa Son-Rise ela sentia-se inspirada, empolgada, animada com as possibilidades que aquilo poderia significar para sua família. Daí dúvidas começavam a aparecer, “Como posso saber se funcionará para o Tom?”, “Será que eu consigo fazer isto?”, “Será que é verdade?”, “Por que ninguém me contou sobre isto antes?”, “E se tentarmos, mas não funcionar?”, “Pode ser verdade?” Ambos os pais alternavam-se entre a empolgação com as possibilidades deste novo caminho e o medo de nutrir esperança em relação ao filho. “E se tivermos esperança e nada acontecer?”
Emily decidiu ligar para o Autism Treatment Center of America e passou 20 minutos conversando com um pai que havia utilizado o Programa Son-Rise com seu próprio filho, um garoto que não tinha mais o diagnóstico de autismo e que estava frequentando uma escola para crianças típicas sem nenhum traço de suas dificuldades anteriores. E Emily inscreveu-se no curso de introdução Start-Up do Programa Son-Rise.
Leia o resto da história de Steve e Emily...
